16 de janeiro de 2012

CALEIDOSCÓPIO 16

EFEMÉRIDES – Dia 16 de Janeiro
Magdalen Nabb
(1947-2007)
Nasce em Blackburn, Lancashire, Inglaterra. Em 1975 muda-se para Itália, fixa residência Florença e inicia a carreira de escritora de livros infantis e policiais. Cria Marshall (Sargento) Guarnaccia, personagem central da sua obra policiária. O Sargento Salvatore Guarnaccia dos Carabinieri investiga e procura respostas para crimes. Magdalen Nabb inspira-se em casos reais e situa os acontecimentos dos seus livros sempre em Florença, ou arredores, o que lhes confere um ambiente especial.
Na série Guarnaccia:
Death of an Englishman (1981), Death of a Dutchman (1982), Death in Springtime (1983), Death in Autumn (1985), The Marshal and the Murderer (1987), The Marshal and the Madwoman (1988), The Marshal's Own Case (1990), The Marshal Makes His Report (1991), The Marshal at the Villa Torrini (1993), The Monster of Florence (1996), Property of Blood (1999) Some Bitter Taste (2002), The Innocent (2005) e Vita Nuova (2008).
Em 1986 publica The Prosecutor, escrito em parceria com Paolo Vagheggi. Um enredo onde se cruzam as Brigadas Vermelhas e os Serviços Secretos Militares.
Em Portugal a Editorial Caminho, na Colecção de Bolso/Policial, editou:
Morte de Um Inglês nº2 (1984), Death of an Englishman (1981)
Morte na Primavera nº10 (1985), Death in Autumn (1985)
Morte de Um Holandês nº26 (1986), Death of a Dutchman (1982)
Morte no Outono nª48 (1987), Death in Springtime (1983)
O Sargento e o Assassino nº72 (1988) The Marshal and the Murderer (1987)
O Sargento e a Louca nº82 (1988), The Marshal and the Madwoman (1988)
O Sargento e o Seu Caso nº134 (1991), The Marshal's Own Case (1990)
A Editora Livros do Brasil, na Colecção Vampiro, editou:
Rapto de Uma Condensa nº631 (2000), Property of Blood (1999)
O Fantasma do Crepúsculo nº649 (2001)
Um Gosto Amargo nº671 (2003), Some Bitter Taste (2002)


Site oficial da escritora: http://magdalennabb.com/




UM TEMA — ARQUITECTURA E CONTEXTO DA NARRATIVA POLICIÁRIA – 2
(Black Mask)
No período entre as duas Grandes Guerras Mundiais mais na primeira metade, viveram-se uma série de momentos cruciais para a história e mudaram-se bruscamente as estruturas sociais: o crime, a corrupção a todos os níveis, a violência da vida quotidiana foram o cenário para a nova narrativa. O pulp que levou preferentemente o estilo responsável da narrativa negra, ou máscara negra, foi o Black Mask fundado em 1920. Aí, conscientes das mudanças sociais e da nova imagem do crime, aparecem as primeiras novelas em que a dureza moral e física supera a narrativa de enigmas. Assim, Race William, criação de Carroll John Daly, troca as lucubrações dedutivas pelo comportamento justiceiro e violento — físico e de linguagem. Mas foi Dashiell Hammett que abriu o caminho da projecção do Black Mask. Por um lado, a importância sociológica, o realismo crítico a violência e a linguagem inusitada (a célebre adaptação realista da narrativa policiária) e pelo outro lado, um detective que aplica a tarefa de investigação à sua maneira — nem sempre ortodoxa, utiliza métodos e resultados que ultrapassam a ética pessoal, transcende a moral social e as convenções colectivas. Os fins justificam os meios objectivo puramente profissional: e se há violência física e moral, tem de se ser violento para sobreviver na selva em que vive submerso.
A narrativa negra ultrapassa os limites geográficos do nascimento e estende-se a França Inglaterra… cresce, adquire cultura e prestígios. Chega a Hollywood, ao grande e pequeno ecrã. Excede-se. Não obstante não perder a raiz violenta, os autores, além das origens de sempre, associam-lhe bebida, bebedores e mulheres…
M. Constantino


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