20 de maio de 2012

CALEIDOSCÓPIO 141

EFEMÉRIDES – Dia 20 de Maio
Margery Allingham (1904 - 1966)
Margery Louise Allingham nasce em Ealing, Londres. Filha de mãe escritora e pai escritor e editor, com 19 anos publica a primeira novela, Blackkerchief Dick, seguem-se algumas peças, sempre com temas relacionados com o oculto. Em 1927 inicia-se na narrativa policiária com The White Cottage Mystery, publicada em episódios no Daily Express e mais tarde editada em livro. Cria a série Albert Campion com The Crime At Black Dudley (1929) que também é editado nos EUA com o título The Black Dudley Murder. Esta série, com 19 romances publicados, traz o sucesso à autora que é considerada como uma das rainhas do crime da Golden Age a par de Agatha Christie, Dorothy L Sayers e Ngaio Marsh. Margery Allingham escreve ainda 7 romances e uma dúzia de short stories, algumas também protagonizadas por Albert Campion. O livro The Tiger In The Smoke (1952) está incluído na lista dos 100 melhores romances de crime. Em Portugal estão editados:
1 - Flores Para O Juiz (1954), Nº36 Colecção Xis Editorial Minerva. Título Original: Flowers To The Judge (1936). Reeditado em 1990 pela Livros do Brasil com Nº514 Colecção Vampiro. É o 7º livro da série Albert Campion
2 – Homicídio No Campo (1960), Editorial Minerva. Título Original: The Case Of The Late Pig (1937). Reeditado em 1990 pelo Círculo de Leitores e pela Terramar. É o 8º livro da série Albert Campion
3 – Estrada Para A Morte (1988), Nº490 Colecção Vampiro, Livros do Brasil. Título Original: Mystery Mile (1930). É o 2º livro da série Albert Campion
4 – Crime Na Alta Roda (1989), Nº509 Colecção Vampiro, Livros do Brasil. Título Original: Sweet Danger (1933) também editado com o título The Fear Sign. É o 5º livro da série Albert Campion
5 – Polícia No Funeral (1990), Círculo de Leitores. Título Original: Police At The Funeral (1931). É o 4º livro da série Albert Campion
6 – Cuidado Com A Senhora (1990), Nº2 Colecção saar Sociedade Anónima de Alto risco Editoria Terramar. Título Original: Look To The Lady (1931) também editado com o título The Gyrth Chalice Mystery. Reeditado pelo Círculo de Leitores em 1990. É o 3º livro da série Albert Campion
7 – Morte De Um Fantasma (1990), Círculo de Leitores. Título Original: Death Of A Gosth (1934). É o 6º livro da série Albert Campion
8 – Morte Na Mansão Branca (1990), Nº519 Colecção Vampiro, Livros do Brasil. Título Original: Dancers In Mourning (1937), Também editado com o título Who Killed Chloe? É o 9º livro da série Albert Campion
9 – Mistério No Mundo Da Moda (1992), Nº543 Colecção Vampiro, Livros do Brasil. Título Original: The Fashion In Shourds (1938). É o 10º livro da série Albert Campion
10 – Morto Duas Vezes (1994), Nº563 Colecção Vampiro, Livros do Brasil. Título Original: a confirmar The Case Of The Late Pig ou Work For The Undertaker
11 – A Bolsa do Traidor (1995), Nº579 Colecção Vampiro, Livros do Brasil. Título Original: Traitor’s Purse (1938). É o 11º livro da série Albert Campion
12 – O Mistério Da Casa De Campo (1995), Nº47 Colecção Bolso de Noite, Europress. Título Original: The White Cottage Mystery (1928)
13 – Morto Duas Vezes (2005), Nº19 Colecção 19 mm, Público. Título Original: More Work For The Undertaker (1948). É o 13º livro da série Albert Campion


Fletcher Flora (1914 – 1968)
Nasce em Labette County, Kansas EUA. Educador e professor em escolas públicas, nas décadas de 40 e 50 escreve 16 romances policiários; publica mais de 60 short stories, dispersas por várias revistas da especialidade. È o criador do detective privado Gasper Vane.


Boris Akunin 1956
Grigory Shalvovich Chkhartishvili nasce em Tbilisi, República da Geórgia. Filologista, ensaística, crítico e tradutor de japonês, publica o primeiro romance policiário em 1998, Azazel, dando início à série Erast Fandorin, um investigador, criminal nascido em 1856 que integra a Divisão Criminal da Policia de Moscovo esta série tem já 11 títulos publicados. Boris Akunin cria ainda a série Sister Pelagia — 3 títulos publicados — uma freira ruiva, professora numa escola de raparigas que resolve crimes misteriosos. É um dos autores mais lidos na Rússia, tem várias obras adaptadas à televisão e ao cinema. Em Portugal estão editados:
1 – A Rainha do Inverno (2006), Nº83 Colecção Fio da Navalha, Editorial Presença. Título Original: Azazel (1998); título tradução inglesa: The Winter Queen. Nomeado em 2003 para a Gold Dagger Award
2 – Jogada de Mestre (2008), Nº99 Colecção Fio da Navalha, Editorial Presença. Título Original: Turietsky Gambit (1998)

TEMA — ANATOMIA DO CRIME — JUIZ DETECTIVE
Perante o juiz está o trabalhador cuja queixa é objecto de julgamento.
O queixoso reclama de haver perdido a vista esquerda numa explosão na fábrica em que trabalhava, os advogados da fábrica afirmam que é um dissimulador. O juiz entende que a prova médica resolveria a questão, prova que as partes não apresentam. Todavia, o juiz, velha raposa com aspirações a detective amador, tinha ideias próprias e não ia perder tempo.
Mandou que o queixoso fosse retirado do tribunal e que fosse colocado na sala com um quadro preto no qual escreveu uma sentença prévia com um giz fluorescente, tapando a inscrição com um pano. Quando o trabalhador reentrou por sua ordem, ordenou que tapasse o olho direito e lesse o que estava escrito, ao que o queixoso respondeu que não podia ler por ter perdido o olho esquerdo na explosão. O juiz fez um gesto de afirmação e o escrivão, por ordem daquele, colocou no rosto do trabalhador uns óculos pedindo que lesse o que estava escrito, usando ambos olhos, uma vez que não se queixava da perda das duas vistas. O operário não hesitou em ler o que estava escrito.
O juiz corou de indignação Não só ilibou a fábrica da acusação, como condenou o queixoso a multa e custos e dez dias de prisão por tentativa de iludir o tribunal.
Os óculos que o empregado usara tinham uma lente branca no olho esquerdo e outra vermelha para o olho direito. Ora se fosse cego do olho esquerdo não poderia ter lido as letras verdes do quadro, já que o vermelho da lente filtra completamente, tornando-as invisíveis aos raios luminosos verdes como os daquele giz e assim o campo visual do olho direito só mostraria o negro do quadro.
Faz bem por vezes, não se julgar mas investigar o que se julga.

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