10 de maio de 2012

CALEIDOSCÓPIO 131

EFEMÉRIDES – Dia 10 de Maio
H. C. Asterley (1902 – 1973)
Hugh Cecil Asterley nasce em Souldrop, Bedfordshire, Inglaterra. Escritor de contos e romances policiários, que muitas vezes têm como pano de fundo o Sudeste Asiático, porque o autor não só trabalha em Singapura como é um viajante: Hong Kong, Coreia do Sul, Japão, etc. — existe um registo de passagem do autor por Lisboa em 1954. Publica o primeiro romance em 1931 Rowena Goes Too Far segue-se A Tale of Two Murders (1932), editado no EUA com o título Mortmain, Land of Short Shadows (1933), Jungle Leech (1935) e Escape to Berkshire (1961)




Petra Hammesfahr (1951)
Nasce em Titz Alemanha. Começa a escrever aos 17 anos e em 1991 lança o primeiro romance, Die Frau, Die Männer Mochte (em tradução literal A Mulher Que Gosta de Homens). A autora, que tem sido comparada com Patricia Highsmith ou Ruth Rendell, tem já 30 livros editados na Alemanha e alguns traduzidos em língua inglesa; escreve ainda argumentos para televisão e faz a adaptação para cinema dos seus livros Der Stille Herr Genardy (1993) e Heiss Und Kalt (1997). Petra Hammesfahr recebe em 1995 o prémio Crime Rheinischen Literaturpreis pelo livro Der Gläserne Himmel; em 2000 com Die Mutter recebe o Wiesbadener FrauenKrimiPreis um galardão, já inexistente, mais conhecido pelo nome de Agatha que entre 2000 e 2005 é atribuído a mulheres alemãs escritoras de livros policiários; em 2002 a autora recebe o Burgdorfer Krimipreis, um prémio suíço que distingue autores policiários de língua alemã.


TEMA — FICÇÃO CIENTÍFICA
BIBLIOTECA ESSENCIAL DE FICÇÃO CIENTÍFICA E FANTASIA (26-27)


Volume 26 — The City And The Stars (1948) de Arthur C. Clarke

Arthur Charles Clarke (1917-2008), autor britânico, orientado para temas de optimismo científico, e aliás graduado com as classificações máximas em ciências físicas e matemáticas puras e aplicadas mostra-se uma figura central da moderna Ficção Científica, com uma obra vastíssima que o aproxima de Asimov e Heinlein. O autor tem muitas obras publicadas em Portugal.

Em The City And The Stars ampliação do conto intitulado Against The Fall of Night, o tema científico é trocado por uma composição extremamente poética, onde o autor desenvolve uma profunda reflexão filosófica acerca do futuro de um homem e o sentido real da vida.
Num futuro distante a muitos milhões de anos da nossa época a Humanidade refugia-se numa cidade inexpugnável — Diaspar — situada desde remotos tempos debaixo de uma cúpula de cristal. O exterior é um imenso deserto. Ali, praticamente imortais, vivem os últimos homens recordando a terrível guerra sustentada em tempos passados contra um terrível inimigo extraterrestre.


Volume 27 Earth Abides (1949) de George R. Stewart

George Rippey Stewart (1895-1960), professor da Universidade de Califórnia de 1912 a 1962,um quase desconhecido na Ficção Científica é o autor que teve a honra de apresentar, literariamente, o primeiro holocausto ecológico, conquistando o Fantasy Award de 1951.

Earth Abides não é uma obra de visão optimista, pelo contrário, Stewart põe-nos perante uma das primeiras, e também das mais clássicas catástrofes planetárias, com a Humanidade quase totalmente dizimada pela peste. Em clima de guerra, tem-se a consciência não só dos danos por ela produzidos, como da sua própria inutilidade para solucionar os problemas humanos. A peste, como consequência da guerra substitui o holocausto atómico mas, nem por isso, os resultados parecem menos reais.


TEMA — POESIA  — PRISÃO
De Carlos Araújo
No pátio do Presídio tem um banco
Tem um gato nesse banco
Que importa a capelinha ao lado
toda enfeitada de fitas,
onde a mulher gorda veio rezar,
onde a mulher triste e magra vem rezar…
 Que importa o desespero daquela despedida,
despedida sem palavras, que importa?
ele... tão lento no largar os braços
da que está aflita para sair e se limpar…
Que importa a indiferença dos guardas,
a indiferença dos muros duros como gente,
das grades finas como espetos…
O que importa é que no Presídio tem um gato.
Feliz.
Esticado.
Rebolando lento.
O gato é mensagem na paisagem sem esperança.


SHELLEY GRUND


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