10 de fevereiro de 2012

CALEIDOSCÓPIO 41

EFEMÉRIDES – Dia 10 de Fevereiro

HOMENAGEM EDGAR WALLACE


O nascimento é uma débil estrela que crescerá de forma opaca ou cheia de luz. A estrela de Wallace só na morte do escritor em 10 de Fevereiro de 1932 revelará todo o brilho que foi seu apanágio. De facto, filho ilegítimo de um casal de actores miseráveis, Wallace nasce no dia 1 de Abril de 1875 e foi adoptado por um vendedor de peixe. Vendeu jornais e leite, foi soldado na África do Sul, poeta e jornalista; regressa a Inglaterra cheio de querer e desde logo, começou a escrever. De improviso e fácil diálogo, tremendamente produtivo, chegando a escrever seis livros em simultâneo. O êxito levou-o para a área do cinema e, quando morreu cheio de dívidas, deixou milhares de dólares de direitos de autor para os herdeiros. Nada menos que 173 livros, traduzidos em 28 línguas, 23 peças de teatro, 655 sketches, 957 novelas e contos, 165 filmes extraídos das suas obras, incontáveis artigos espalhados por revistas e jornais.
Richard Horatio Edgar Wallace nasceu uma estrela opaca para morrer cheio luz de luz.

Frederick Van Rensselaer Dey (1861 – 1922)
Nasce em Watkins Glen, no estado de New York, EUA. Advogado de profissão inicia-se na escrita durante o processo de recuperação de uma doença. Escreve para edições populares americanas (Dime Novel e Pulp Fiction). Em 1891 é contratado para continuar a série de aventuras de Nick Carter, série de mistério/detective iniciada por John R. Coryell. Dey escreve para este personagem 185 romances e 437 contos. Sob o pseudónimo Marmaduke Dey publica 5 romances e 2 peças de teatro. Utiliza ainda outros pseudónimos: Varick Vanardy com que escreve 8 romances; para outros editores assina como Ross Beckman, Dirck Van Doren e Frederic Ormund; em colaboração com mais escritores escolhem os pseudónimos Bertha M. Clay e Marian Gilmore. Autor muito produtivo e popular, destacam-se na sua obra literária The Magic Word e The Magic Story com mais de vinte edições cada e Night Wind, contos sob o pseudónimo Varick Venardy, publicados entre 1913 e 1920.



E. L. Konigsburg (1930)
Elaine Lobl Konigsburg nasce em Nova Iorque. É escritora e ilustradora de livros para crianças e jovens. Galardoada com vários prémios é uma autora reconhecida pelo seu contributo para literatura infantil e juvenil. No campo policiário destaque para:
The View from Saturday (1996)
Silent to the Bone (2000)
The Outcasts of 19 Schuyler Place (2004)
The Mysterious Edge of the Heroic World (2007)
Uma colecção de livros para jovens (10-14 anos) que juntam enigmas, mistério e história de detectives.



TEMA — ESPIONAGEM – Alguém que foi ESPIÃO e HERÓI
Sidney Reilly (1873 – 1925)
Agentes do Secret Intelligence Service (SIS), o mais proficiente, melhor equipado e talvez o mais implacável serviço de espionagem ao longo dos tempos, tem somado êxitos indiscutíveis, alguns dos quais nunca serão revelados. Não Reilly, o capitão Sidney Reilly manifestou-se como um super-espião. Filho de um irlandês e de uma bela russa, herdara o sangue romântico e temperamental, o bastante para se ligar activamente, sem fins lucrativos, ao serviço de espionagem britânico. Correu o mundo antes de ser enviado para a pátria doa czares, com missão de enfraquecer o colosso russo a favor do Japão. Instalou-se na Manchúria sob o disfarce de negociante de madeiras, período em que teve contacto com o famoso capitão Tanama e descobriu que um dos seus compatriotas era agente russo. Prestes a ser apanhado antecipou-se, tomou a decisão — jornada difícil e longa — de chegar ao Japão. Daí acompanhou os eventos então ocorridos — a vitória militar nipónica — para a qual teria contribuído conforme interesses britânicos. Só em 1910 a presença do capitão voltou a ser assinalada, mudara de nome e de condição — na Rússia, cuja língua dominava perfeitamente. Regressou à Pátria com um relatório imenso e apreciado. Alistou-se na Royal Flying Corps (RFC) no início da 1ª guerra mundial, cobrindo-se de glória pelo seu arrojo. É ferido e condecorado. O Departamento de espionagem precisa dele, acode para desaparecer deliberadamente, algures na Rússia. Na missão de que fora encarregado caminha entre a Alemanha e a Rússia onde se insinuou entre os revolucionários de Março, que destruíram o domínio czarista, sem que a sua identidade fosse posta em causa. Apoderou-se de valiosos documentos secretos de natureza política mundial, o que lhe permitiu à Inglaterra proceder às suas escolhas. Teve de enfrentar a acusação de ser um espião ao serviço do estrangeiro, mas Reilly, como bom elemento de Intelligence, forjou documentos, arranjou provas tão brilhantes que confundiu o inimigo, acabando por condenar o denunciante. Mas nada seria como antes, a dúvida ficou e passou a ser vigiado primeiro e depois procurado. Prevenido, escapa-se. No seu alcance o governo põe o retrato na imprensa e oferece uma quantia elevada pela sua localização, no entanto Reilly está a caminho da pátria. Em 1925 vigia de nova para a Rússia. Foi a derradeira façanha, foi morto perto da aldeia de Allakul na Rússia, abatido a tiro pelos agentes da polícia secreta da URSS em luta emocionante, tenaz e desigual para o heróico britânico.
M. Constantino

Sem comentários:

Publicar um comentário