4 de fevereiro de 2012

CALEIDOSCÓPIO 35

EFEMÉRIDES – Dia 4 de Fevereiro
Maurice Procter (1906 – 1976)
Nasce Maurice Procter em Nelson, Lancashire, Inglaterra. Ingressa na polícia em 1927, publica o primeiro livro em 1947, No Proud Chivalry e, ao constatar que pode viver apenas da escrita, dedica-se a esta em exclusivo. A experiência na polícia confere realismo à sua obra literária. Procter, entre 1947 e 1969, publica um total de 26 livros. É conhecido pela série Martineau, um total de 14 títulos, em que o protagonista é Harry Martineau, um Inspector Chefe da polícia de Granchester City. Seis dos seus romances foram adaptados ao cinema, incluindo Rich Is The Treasure (1952) e Hell Is a City (1954).
Em Portugal, Maurice Procter estão editados os seguintes livros:
1 - E o Diabo os Juntou, Portugália Editora, nº2 da Colecção Olho de Lince
2 - Dinheiro do Diabo, Portugália Editora, nº5 da Colecção Olho de Lince, 1963
3 - A Emboscada, Portugália Editora, nº8 da Colecção Olho de Lince
4 - Mudança ao Luar Agência Portuguesa de Revistas, nº 5 Colecção Dossier Crime, 1965, (Devil in Moonlight, 1962)
5 - Dois Homens em Vinte, Empresa Nacional de Publicidade, nº 19 Colecção Policial Esfinge, 1967 (Two Men In Twenty, 1964)


Harry Whittington (1915-1990)
Harry Benjamin Whittington nasce em Ocala, Florida EUA. É um escritor policiário de um género violento e novela negra. Entre 1950 e 1970 publica cerca de 200 romances, alguns dos quais adaptados ao cinema e televisão. Reparte o título de rei da ficção Pulp com H. Bedford-Jones. Na sua vastíssima produção literária utiliza 15 pseudónimos diferentes: Ashley Carter, Blaine Stevens, Clay Stuart, Curt Colman, Hallam Whitney, Harriet Kathryn Myers, Harry White, Henri Whittier, Hondo Wells, J. X. Williams, John Dexter, Kel Holland, Suzanne Stephens, Tabor Evans e Whit Harrison.


Jean-Pierre Bastid (1937)
Nasce em Montreuil, França. É escritor e realizador. Tem vários livros publicados em nome próprio e é co-autor em outras obras com Jean-Patrick Manchette, Michel Martens, Jean-Pierre Lajournade e Charles Villeneuve. O romance mais conhecido é Laissez Bronzer Les Cadavres! (1971), que segundo a crítica representa uma renovação do polar e do policial negro francês.



Peter Driscoll (1942-2005)
Nasce em Londres. Escritor, repórter e editor é um autor de bestsellers. Escreve vários romances, a maioria thrillers internacionais e uma peça de teatro.
Bibliografia:
1 - The White Lie Assignment (1971), com acção na Albânia
2 - The Wilby Conspiracy (1972), com acção na África do Sul
3 - In Connection With Kilshaw (1974), com acção na Irlanda
4 - The Barboza Credentials (1976), com acção em Moçambique
5 - Pangolin (1979), com acção em Hong Kong

6 - Heritage (1982), com acção na Algéria
7 - Spearhead (1987), com acção em na África do Sul
8 - Secrets of State (1992), com acção nos EUA
9 - Spoils of War (1994), com acção no Iraque




TEMA — HISTÓRIA DA NARRATIVA POLICIÁRIA (1)
Antes de Poe
É actualmente inquestionável que a verdadeira narrativa policiária nasceu com Edgar Allan Poe ao publicar no número de Abril de 1841 no Graham's Lady's and Gentleman's Magazine, de Filadélfia, o conto The Murders in the Rue Morgue. E é bem possível que o autor não tivesse consciência do seu notável feito, porquanto ao fazer a crítica dos seus contos, o citado, A Carta Roubada e O Mistério de Marie Roget (os três personalizados pelo primeiro investigador amador da História) referia-se a estes contos analíticos devem em grande parte a sua popularidade ao facto de apresentarem uma nova chave. Todavia, ninguém poderá afirmar se a ideia analítica será ou não resultado do conhecimento de anteriores escritos, já que a análise dedutiva é remota. Veja-se a fábula do Leão e da Raposa, de Esopo, a História de Daniel no Tempo do deus Baal (Bíblia), um e outro reportando-se à interpretação analítica dos rastros.
De Salomão, rei de Israel, juiz célebre, sábio, decifradores de charadas, conhecem-se alguns episódios interessantes e sinais de notável inteligência. Citam-se entre outros, o desvio da pedra de xadrez e o

CASO DA ROSA ARTIFICIAL
Tendo chegado a soberana de Sabá dos remotos países da Ásia à corte do sábio Salomão a fim de lhe prestar homenagem, quis a soberana avaliar a subtileza do espírito de Rei Hebreu, pedindo a solução de alguns enigmas.
Apresentou-lhe a rainha, para que as diferenciasse, uma rosa natural e outra artificial, tão iguais entre si, que seria impossível ao olho humano distingui-las.
Ordenou o rei que as colocasse no jardim.
Breve veio uma abelha, mirou com desdém a rosa artificial e foi segredar misteriosamente no cálice da flor natural.
Por um estratagema habilidoso, Salomão consegui decifrar o enigma.
O poder de observação são dinos de um moderno e treinado detective.
Nas obras dramáticas, As Coéforas de Ésquilo e Rei Édipo de Sófocles, perduram desafios de interesse.
Arquimedes, no notável Vitrúvio Tratado de Arquitectura, nos dá em A Coroa do Rei uma extraordinária lição de dedução-indução. Também Virgílio em Eneida (Livro VIII) nos apresenta uma achega com a lenda do monstro Caco.

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