13 de fevereiro de 2013

LIVROS - NOVIDADES



Influência Extrema
Brad Thor — Editora Civilização
Fevereiro 2013

Sinopse
Scot Harvath, antigo membro dos SEAL da Marinha dos Estados Unidos e agora agente secreto, é novamente chamado a uma missão num escaldante thriller político.
Oculta no orçamento das operações negras do Departamento da Defesa, foi criada uma nova agência de espionagem. Isenta da fiscalização de políticos e das suas próprias agendas, responde apenas a um painel secreto de membros internos. O seu trabalho consiste em identificar inimigos da América, tanto estrangeiros como domésticos, sob uma cartilha de três simples palavras: Descobrir, Dominar e Destruir. Scot Harvath foi recrutado como agente de campo e acabou de regressar da sua primeira missão no estrangeiro quando um atentado em Roma mata um grupo de estudantes universitários americanos. Os indícios apontam para um perigoso colega do passado de Harvath e para a existência de um plano de mais ataques a uma escala inimaginável.
Harvath é encarregado de fazer sair esse conhecido do seu esconderijo e matá-lo de imediato. Mas uma dúvida persiste: e se ele tem o homem errado?
Simultaneamente, uma jovem mulher é vítima de um atropelamento e fuga por um táxi em Chicago. Com apenas duas testemunhas embriagadas e mais de cinco mil táxis na cidade, a polícia de Chicago desistiu da investigação. Mas, quando o advogado da família começa a investigar mais a fundo, descobre uma chocante ligação com o atentado em Roma e os planos dos perpetradores para a América.
À medida que a história avança para a sua conclusão, as tramas vão-se intersectando numa corrida para prevenir um dos mais audaciosos e impensáveis actos de terror na história da humanidade.

Crítica
“Possivelmente o próximo Robert Ludlum.” Chicago Tribune
“O mestre dos thrillers.” Bookreporter.com
“Um dos melhores autores de thriller em atividade.” The Ottawa Citizen

12 de fevereiro de 2013

BIBLIOTECA FICÇÃO CIENTÍFICA

BIBLIOTECA ESSENCIAL DE FICÇÃO CIENTÍFICA E FANTASIA (78)


Volume 78 — Stand on Zanzibar (1968) de John Brunner


John Kilian Houston Brunner (1934 – 1995) nasceu em Inglaterra, sendo um dos autores mais prolíferos da Ficção Científica britânica. Tem uma obra vasta e de bom recorte.
Iniciou-se na revista americana Astounding, em 1953, sob o pseudónimo John Loxmith. Publicou o primeiro conto “The Talisman” no seu país apenas em 1955 e obteve a consagração com Stand on Zanzibar, distinguido com o Hugo Award de 1969, o primeiro destes prémios concedido a um escritor não norte-americano. A mesma obra valeu-lhe o British Science Fiction e o Prix Apollo.
Stand on Zanzibar, The Jagged Orbit (1970) e The Sheep Look Up (1972) formam a trilogia que introduziu a sociologia na área da Ficção Científica e constitui um dos pilares mais firmes em que assenta a ficção moderna.
A honestidade com que expõe e desenvolve as suas ideias faz com que adquira uma dimensão preponderante entre os escritores do género.
Para além da trilogia, relevam: Times Without Number (1969), Total Eclipse (1974), The Shockwave Rider (1975), Players at the Game of People (1980).


Stand on Zanzibar é uma interessante visão do futuro (!) — séc. XXI, no qual os problemas de hoje são ampliados: a poluição, o terrorismo, a política, choque de culturas, a tecnologia, etc… Problemas ampliados e agravados pela superpopulação, tema de fundo.
Num futuro 2010 (na verdade agora já passado!), onde a reprodução da espécie é controlada, as drogas são de livre circulação e é legal dormir na rua… no meio deste aparente caos, a vida decorre…

10 de fevereiro de 2013

LIVROS - NOVIDADES


Em Parte Incerta
Gillian Flynn — Bertrand Editora
Fevereiro 2013

Sinopse (Editora)
O casamento pode dar cabo de uma pessoa…
Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo — mas será mesmo um assassino? Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?
Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.


Crítica
“Afiado como um picador de gelo.” New York Times
“Engenhoso e viperino. Vai fazer de Gillian Flynn uma estrela.” Entertainment Weekly
“Um thriller de verão irresistível com uma reviravolta digna do Alfred Hitchcock.” People
“Pura e simplesmente fantástico.” Associated Press
“Uma leitura extraordinariamente boa.” Boston Globe
“O retrato de um casamento tão aterrador e hilariante que o vai fazer pensar em quem é de facto a pessoa no outro lado da sua cama.” Time

LIVROS - NOVIDADES


Letal
Sandra Brown — Editora Quinta Essência
Fevereiro 2013

Sinopse (Editora)
Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse “doente” revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra.
Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto — a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington, D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.

CONTO – EDWARD E. SMITH

DESASTRE NA MONTANHA

Muitas pessoas morrem em desastres, outras renascem…

— Devem ficar todos quietos, absolutamente imóveis!
 A voz do motorista era áspera e carregada. Ecoou pelo autocarro silencioso, através do microfone. Disse as palavras em inglês, num inglês de guia turístico, depois repetiu-as em francês, alemão e italiano.
Os passageiros, com os rostos cinzentos de medo, ficaram paralisados. Era como se a morte já se tivesse apossado deles. Só os olhos viviam, brilhando com uma estranha luz. Movendo-se de um lado para outro, olhando a estrada, numa esperança de salvação, fazendo tudo para não olhar em frente. Por cima do boné do motorista, através do para-brisas, para o nada que havia além do capô.
As rodas dianteiras giraram vagarosamente no ar, a duzentos metros acima do rio. Para trás, ficava a estrada cheia de curvas, cavada no dorso da montanha.
— Todos devem conservar-se imóveis.
O motorista repetiu o aviso. Tinha o microfone colado aos lábios. As vogais sibilavam, zangadas.
— A equipa de manutenção da estrada, por que passamos há pouco, descerá para nos salvar. Içarão o autocarro e poderemos sair.
Era curioso que o motorista falasse primeiro em inglês, pensava Joe Stevens. Das quarenta pessoas que estavam no autocarro, somente duas, ele e Mabel, falavam inglês. Mas os suíços eram assim… a preferência era sempre para os turistas. Ou pensaria ele, que os dois americanos de meia-idade seriam os primeiros a deixar-se invadir pelo pânico e a atirar-se no abismo?
Joe deixou que os olhos míopes, com lentes bifocais, corressem por sobre as cabeças rígidas dos passageiros. Compreendeu, com satisfação, que estava perfeitamente calmo. O contador que durante trinta anos nunca se enganara continuava a dominar as próprias emoções.
— Nunca deveríamos ter feito esta viagem. Eu sabia que não devíamos ter vindo!
A voz de Mabel, alta e estridente, bateu-lhe nos ouvidos. Ouvira aquela voz assim muitas vezes e sabia que era o prelúdio de uma cena, a menos que tivesse muita habilidade. Era preciso responder: “Tens razão, querida!”, quando voz dela se elevava, assim. Agora, entretanto, havia na voz de Mabel uma nota que nunca ouvira.
Voltou os olhos para fitá-la, para o rosto grande e forte, com um queixo teimoso e olhos esbugalhados. Pela primeira vez na vida, viu naquele rosto o medo da morte.
— Não digas disparates — murmurou Joe, friamente. Nunca lhe falara assim, em trinta anos, mas era o único meio de lidar com uma Mabel quase a ponto de se entregar ao pânico.
— A estrada do Passo de Gotthard — disse ele, — Uma obra-prima da engenharia. E tu dizes que não devíamos ter vindo!
Joe sentia-se muito seguro de si, pendurado duzentos metros acima da morte e sem ter o menor medo. Sempre soubera que seria firme num momento de perigo, que seria o mais forte.
— Mais de oitenta curvas como esta, umas depois das outras. Oitenta!
Olhou outra vez para a esposa. Viu o terror estampado nos olhas dela. Nada restava da mulher que o dominara durante anos e anos.
Joe teve uma ideia. Terrível, mas lógica. Uma sequência natural de sua nova força.
— Sabes — disse ele, olhando para a mulher pelo canto do olho. — Esta estrada está toda minada. Os militares deixaram minas ao passar por aqui.
No silêncio mortal do autocarro, a voz de Joe era alta demais. Viu o motorista olhando para ele, pelo espelho retrovisor. Baixou a voz.
— Estás a ver o rio lá em baixo, no vale? Podes vê-lo no fim da primeira curva. Como um fio de linha branca num fato preto. Uma queda de trezentos metros, daqui até lá abaixo.
Ouviu-se o som de um guindaste, trazido pelo vento. As cabeças votaram-se, rígidas. — Conservem-se todos imóveis, voltou a pedir a motorista. — Não se movam. Não demorará muito agora.
Joe inclinou a cabeça, até que seus lábios quase tocaram os ouvidos de Mabel.
— Disseram-me que um autocarro caiu, certa vez, na segunda curva. Foi uma espécie de desastre de avião. Colocaram uma cruz no lugar onde saiu da estrada.
Ergueu os olhos e fitou o rosto da mulher. O que viu fê-lo compreender que tinha ido longe demais. O rosto de Mabel era uma máscara de morte onde os olhos não tinham brilho, nem expressão. O medo fizera-a perder a noção até mesmo das palavras que ele pronunciara.
Naquele momento, tudo o que sofrera desapareceu. Houvera ainda, outros momentos, na vido de ambos. Ela cuidara bem dele. No primeiro ano de vida em comum, tinham-se amado. Uma paixão profunda, que as conservara unidos, mesmo depois que passara.
Naqueles primeiros dias, era Mabel quem dizia “Sim, querido”. Só depois de começar a ficar importante no escritório é que ele se deixara subjugar em casa. Sem saber como, começara a dizer, “Sim, querida”.
E agora o caso estava perdido. Aterrorizara-a demais. Não podia dominá-la assim como estava, paralisada pelo pavor.
De novo o ruído do guindaste encheu o autocarro. Joe viu os rostos pálidos dos passageiros, voltadas para as janelas. O motorista continuava a olhar pelo retrovisor, atento a qualquer sinal de pânico.
— Mais um pouquinho de calmo. Em breve estará tudo resolvido — disse — O guindaste aguentará, enquanto sairmos. Tudo se resolverá satisfatoriamente.
Por um instante, a ruído do guindaste cessou. Teria deixado de funcionar? Estaria avariado? Por um agonizante segundo, este pensamento atravessou todas as cabeças torturadas. Logo a seguir, ouviram o som da máquina e qualquer coisa agarrou o autocarro pela retaguarda, fazendo-o pender para um dos lados, como um bêbado. Ouviu-se o ruído de terra a cair no abismo.
Joe sentiu, mais do que ouviu, o grito de Mabel. Bateu-lhe na cara com a mão bem aberta. O grito morreu num soluço, quase ao nascer.
— Podem começar a sair agora — gritou o motorista o ruído do guindaste. — Com calma. Um banco de cada vez… a começar da frente.
Joe ficou tranquilamente sentado, esperando que os outros saíssem em fila pela porta de emergência. Não olhou para Mabel. A mulher soluçava baixinha e ele não queria ver-lhe as lágrimas. Agora, que a sua ideia dera resultado, não estava nada satisfeito. Não tivera nenhum prazer em bater na mulher.
O banco da frente esvaziou-se. Joe voltou-se para Mabel:
— Vamos, anda. Não te apresses. Vá devagarinho.
Mabel olhou para ele, que se pusera de pé. Uma figura muito pequena e encolhida, os olhos cheios de lágrimas e no rosto as marcas vermelhas de dedos.
— Sim, querido — disse ela.
Afinal, pensou Joe, não fora assim tão ruim, ter-lhe batido. O homem tinha outro aspecto, quando seguia ao lado da mulher, ajudando-a a descer do autocarro.
O aspecto de um homem que começava a viver.

9 de fevereiro de 2013

BIBLIOTECA DE FICÇÃO CIENTÍFICA

BIBLIOTECA ESSENCIAL DE FICÇÃO CIENTÍFICA E FANTASIA (77)

Volume 77 — Camp Concentration (1968) de Thomas M. Disch

Thomas Michael Disch (1940 - 2008), nascido nos EUA, pertence ao movimento “New Wave” ou New Thing” que revolucionou a Ficção Científica e abriu uma das mais intensas polémicas da sua história.
Iniciou-se em 1962 e logo se destaca, mercê dos temas escolhidos, frequentemente literatura fantástica, e pelo tratamento dado aos personagens.
Destaque para: The Genocides (1965), Mankind Under the Leash — também editado com o título The Puppies of Terra — (1966) e On Wings of Sound (1979), uma obra consagrada com o Campbell Memorial Award.

Concentration Camp situa-se na América e num futuro indeterminado, no qual um jovem poeta é condenado a cinco anos de prisão por se negar a tomar parte numa guerra interminável. Na prisão, descoberto a escrever um diário crítico, é transferido para um misterioso campo de concentração subterrâneo onde se fazem experiências, em cobaias humanas, para fins militares. Os prisioneiros são injectados com uma droga que multiplica a sua inteligência, porém, ao fim de alguns meses mata. O verdadeiro horror reside no facto de os prisioneiros estarem ao corrente da sua situação, lucidamente conscientes de que vão morrer e do tempo de vida que lhes resta.
É nesta casa da morte que o jovem continua o seu diário…


8 de fevereiro de 2013

BIBLIOTECA FICÇÃO CIENTÍFICA

BIBLIOTECA ESSENCIAL DE FICÇÃO CIENTÍFICA E FANTASIA (76)


Volume 76 — Rite of Passage (1968) de Alexei Panshin


Alexei Panshin (1940), autor e crítico norte-americano de Ficção Científica, detentor do prémio Nebula de 1968 com Rite of Passage. Destaca-se no conjunto da sua obra Star Well (1968), The Thurb Revolution (1968) e Masque World (1969), uma trlogia, bem assim como Earth Magic, uma novela de fantasia com certa projecção no mundo da ficção científica e fantasia.


Rite of Passage, embora situada a meio das classificações clássicas, é uma novela que demonstra pouca convicção. Narra as aventuras da cidadã Mia Havero numa nave espacial errante, cheia de cientistas, técnicos e comerciantes dos mundos coloniais. Mia é posta à prova mediante o rito de iniciação, que lhe dá direito a afirmar o seu valor.


6 de fevereiro de 2013

5 - COLECÇÃO VAMPIRO

KNOCK-OUT
(Agosto 1947)
Clicar para aumentar

Autor: Sapper
Pseudónimo de Herman Cyril McNeile (1888 - 1937)
Tradução: Wilson Velloso (Brasil)
Capa: Cândido Costa Pinto
Título Original: Knock-Out (ou Bulldog Drummond Strikes Back)
Data 1ª Edição: 1933
Género: Thriller
Formato: Romance
Local: Hampstead, Londres
Método: Diversos
Personagens Principais: Capitão Hugh Drummond, mais conhecido por Bulldog Drummond e Ronald Standish (8ª aventura de Bulldog Drummond)



TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº4 — “O PRÓXIMO VOLUME”
— ESTÁ? Sanderson? … Sim, sim, sou Standish. O quê? Agora? Com uma noite destas? Está? Está? Não me ouves? Fala, homem Está? …
A ligação telefónica foi interrompida bruscamente. Ronald Standish, detective-amador, estremeceu.
O seu interlocutor, o inspector Sanderson, tinha, na verdade, interrompido abruptamente a conversação. Atingido mortalmente e de maneira estranha, caíra sobre a mesa em que assentava o telefone.
Um quarto de hora mais tarde, Ronald encontrava-se no local do crime, com o capitão Drummond, também detective, e com uma série de factos inexplicáveis.
Assim começou a luta entre os dois detectives, com o apoio da Scotland Yard, e uma quadrilha de criminosos internacionais que actuavam com fins políticos: de conduzirem a Inglaterra a um descalabro financeiro. E a luta é terrível. A quadrilha actua dirigida por um cérebro dominíaco (sic) e não olha a meios de acção. As casas ardem. Os narcóticos e os venenos, os explosivos e as armas desconhecidas eliminam adversários e traidores, abrem caminhos, provocam catástrofes ferroviárias…
É este o caso narrado por Sapper em KNOCK-OUT

Para saber mais sobre KNOCK-OUT
Ronald Standish é um detective ocasional que se dá ao luxo de acetar apenas os casos que lhe interessam. Recebe um telefonema do seu amigo Sanderson, que trabalha para os Serviços Secretos. A causa da interrupção brusca da chamada viria a revelar-se dramática. É o próprio Standish que encontra Sanderson assassinado: o telefone ainda na mão e uma ferida horrível num olho. Standish e Bulldog Drummond vêem-se envolvidos num emaranhado político que rodeia este assassinato e correm temíveis riscos na identificação e perseguição dos seus autores. Uma aventura emocionante onde não faltam mensagens criptografadas que o leitor pode também tentar decifrar…


SOBRE A CAPA
As chamas de fogo vermelhas que tudo envolvem, uma órbita vazia a sangrar, com o olho estranhamente deslocado para a testa da vítima e ainda uma pequena figura feminina cuja sombra desconcertante é um homem de chapéu que empunha uma arma de fogo. Um tinteiro e uma caneta com papel relevante no enredo? Uma capa que apela o leitor à compra do livro…

5 de fevereiro de 2013

BIBLIOTECA FICÇÃO CIENTÍFICA

BIBLIOTECA ESSENCIAL DE FICÇÃO CIENTÍFICA E FANTASIA (75)


Volume 75 — The Einstein Intersection (1967) de Samuel R. Delany
(é o 2º livro do escritor incluído na Biblioteca, para ver informações sobre o autor e sobre o 1º volume clicar CALEIDOSCÓPIO 361)

The Einstein Intersection é uma história cheia de imagens alusivas.
A Terra perdeu os seres humanos e a sua força física foi ocupada por seres de uma raça alienígena que, na intenção de homenagear os homens renovam as suas tradições e mitos de forma artificial. O herói, um negro, tal como o autor, desempenha o papel mítico de Orfeu e Teseo e pretende encontrar sentido na sua vida modificada. Recebe o prémio Nebula de 1967.


4 de fevereiro de 2013

LIVROS - NOVIDADES

HOJE


A Praia dos Afogados
Domingo Villar — Sextante Editora
(4 de Fevereiro 2013)

Classificado como Livro do Ano pelo Grémio de Livreiros de Madrid e pela Federação de Livreiros da Galiza, A Praia dos Afogados recebeu e foi finalista de importantes galardões literários e tornou-se um sucesso de vendas em Espanha, chegando hoje às livrarias nacionais.

Sinopse (Editora)
Uma manhã, o cadáver de um marinheiro é arrastado pela maré até à beira-mar de uma praia galega. Se não tivesse as mãos amarradas, Justo Castelo seria outro dos filhos do mar a encontrar a sua sepultura entre as águas, durante a faina. Sem testemunhas nem rasto da embarcação do falecido, o inspetor Leo Caldas mergulha no ambiente marinheiro da povoação, tentando esclarecer o crime entre homens e mulheres renitentes em revelar as suas suspeitas, mas que, quando decidem falar, indicam uma direção demasiado insólita.

LIVROS - NOVIDADES


A Marca do Herege
Susana Fortes — Porto Editora
(Janeiro 2013)

Sinopse (Editora)
A descoberta do cadáver de uma jovem na Catedral de Santiago de Compostela cai como uma bomba na cidade.
Ao mesmo tempo desaparece um manuscrito de Prisciliano, o grande herege galego. O comissário Castro ocupa-se de ambos os casos com a ajuda de dois jornalistas determinados: Laura Márquez, uma jovem bolseira que chega à cidade fugindo dos seus próprios fantasmas, e Villamil, um repórter veterano e meio anarca que já conheceu dias melhores na profissão.
Uma trama em ritmo crescente onde se cruzam ecologistas, peregrinos, professores universitários, tubarões das finanças e padres que fazem as suas próprias apostas de salvação numa cidade levítica. A Marca do Herege é um thriller viciante que nos convida a viajar no tempo, transferindo a atmosfera ameaçadora do melhor romance policial para as ruas inesquecíveis de Santiago de Compostela.

LIVROS - NOVIDADES



Cinzas do Passado
Martin Suter — Porto Editora
(Janeiro 2013)

Sinopse (Editora)
A história comovente de um homem arrastado para o passado por uma doença que o despoja do presente.
Aos sessenta e cinco anos, Konrad Lang ainda vive às custas da abastada família Koch. Durante anos, foi um parasita tolerável, inicialmente enquanto companheiro de brincadeiras de Thomas Koch, o herdeiro da fortuna da família, mais tarde enquanto zelador da mansão de férias em Corfu, embora sempre sujeito aos caprichos da família. Certa noite, porém, Konrad pega acidentalmente fogo à mansão, reduzindo-a a cinzas. A princípio, atribui-se a causa desse incidente ao seu alcoolismo, mas os esquecimentos de Konrad sucedem-se.
São os primeiros sintomas de um mal misterioso, que trará consigo consequências perturbadoras. No entanto, à medida que a memória recente de Konrad se vai esvaindo, as recordações que muitos esperavam estar soterradas vão ressurgindo pouco a pouco… A doença de Alzheimer instala-se, ameaçando pôr a descoberto segredos guardados a sete chaves.

LIVROS - NOVIDADES



The Killing - Crónica de um Assassínio 2
David Hewson — Dom Quixote
(Janeiro 2013)

Sinopse (Editora)
Sarah Lund está a acabar o seu último dia como detective no departamento da Polícia de Copenhaga antes de partir com o filho adolescente para a Suécia onde vai viver com o namorado. Mas tudo muda quando Nanna Birk Larsen, uma estudante de dezanove anos, é encontrada morta nos bosques em redor da cidade com sinais evidentes de ter sido brutalmente agredida e violada. Os planos de Lund para deixar o país vão sendo adiados à medida que a investigação com o seu colega, o detective Jan Meyer, se torna cada vez mais complexa. Enquanto a família de Nanna tenta conviver com a sua perda, o carismático político Troels Hartmann está em plena campanha eleitoral para a presidência da Câmara Municipal de Copenhaga. Quando as ligações entre a Câmara e o assassínio se tornam conhecidas, o caso toma uma direcção completamente diferente. Ao longo de vinte dias, os suspeitos sucedem-se enquanto a violência e a intriga política estendem a sua sombra sobre a investigação. Baseado no argumento de Søren Sveistrup para a série de televisão com o mesmo nome, David Hewson transformou um enorme êxito televisivo num sucesso literário. Os dois volumes publicados pela Dom Quixote correspondem à primeira temporada da série.

3 de fevereiro de 2013

4 - COLECÇÃO VAMPIRO

O BARCO DA MORTE
(Julho 1947)

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Autor: Agatha Christie (1890 – 1976)
Tradução: Hígia Junqueira Smith
Capa: Cândido Costa Pinto
Título Original: Death on the Nile
Data 1ª Edição: Novembro 1937
Género: Crime, Mistério, Detective
Formato: Romance
Local: Egipto, Rio Nilo
Método: Esfaqueamento, Arma de fogo
Personagens Principais: Hercule Poirot, Coronel Johnny Race


 

TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº3 — “O PRÓXIMO VOLUME”
AGATHA CHRISTIE — ninguém o desconhece — é a maior revelação do romance policial inglês, uma imaginação fecunda, um espírito de equilíbrio inigualável e uma intuição da vida humana e dos sentimentos humanos que transforma cada um dos seus livros num verdadeiro romance de estados de alma. Por isso o cinema tem encontrado em toda a sua obra inúmeros motivos para a realização de filmes que entusiasmam as plateias mundiais e tornam célebre a grande escritora inglesa. Hercule Poirot, o detective de Um Crime no Expresso do Oriente e de O Barco da Morte, é a imagem do espírito que o criou, um ser dotado de imaginação e intuição, um observador e um filósofo.
Em O Barco da Morte, Christie faz-nos vibrar com uma sucessão de crimes aparentemente inexplicáveis, todos cometidos num círculo apertado como é o de um pequeno vapor e praticamente levados a cabo frente dos olhos de dois grandes detectives. Mas quando Hercule Poirot aponta o criminoso, o seu famoso colega da Yard fica tão admirado como todos os outros passageiros de O BARCO DA MORTE.





Para saber mais sobre O BARCO DA MORTE e… outras curiosidades
O BARCO DA MORTE, um dos livros mais extensos de Agatha Christie, é considerado um clássico de Poirot e reflecte a paixão da autora pelas viagens e pelo Egipto. Arquitectado de forma inteligente, é o livro preferido de muitos dos leitores de Agatha Christie. A combinação de um enredo admirável, com personagens cativantes e a descrição precisa de um cenário exótico origina um romance de crime e mistério convincente que prende o leitor. O espaço do vapor, o SS Karnak (Steam Ship), funciona como uma perspectiva diferente do “mistério em quarto fechado”, adensando o suspense. Os analistas da obra da escritora consideram que o esquema da trama é semelhante a outros livros como por exemplo O Misterioso Caso de Styles (1920) e Noite Sem Fim (1967).
A autora dedica este romance a Sybil Burnnett “que também adora viajar pelo mundo”; curiosamente as duas mulheres conheceram-se a bordo de um navio a vapor numa viagem de Trieste para Beirute, durante a segunda viagem da escritora ao Médio Oriente, altura em que conhece também Max Mallowan, o célebre arqueólogo britânico que viria a ser o seu segundo marido.
Agatha Christie adapta o romance a uma peça para teatro que foi representada com o título Hidden Horizont, em 1944, no escocês Dundee Repertory Theater. Mais tarde, em Março de 1946, com o título Murder on the Nile, vai a cena no londrino West End e em Setembro do mesmo ano é representada na nova-iorquina Broadway.
Esta diferença nos títulos surge em Portugal com o romance. O Nº3 da Vampiro de bolso recebe, como é sabido, o título O BARCO DA MORTE, mas na edição da Vampiro Gigante das obras completas de Agatha Christie a editora optou pelo título Morte no Nilo, passando o título O Barco da Morte a ficar associado à edição brasileira.
Também existe alguma confusão com o título Death on the Nile porque a escritora já o tinha utilizado num conto, protagonizado por Parker Pyne; a acção decorre a bordo do S S Fayoum que navega também no rio Nilo, mas o enredo do conto é diferente do romance que partilha o mesmo título.


SOBRE A CAPA
A figura que envolve a embarcação, numa atitude aparentemente protectora, depois de observada com um olhar mais atento, revela-se afinal sinistra. A caveira que substitui a cara e os esvoaçantes cabelos ralos não deixam lugar a dúvidas: a morte ronda o navio. A predominância de vermelho no cenário de fundo acrescenta um mau prenúncio ao exotismo das palmeiras.



Fontes:
Site oficial da autora http://www.agathachristie.com/
Site dedicado a Poirot e Agatha Christie http://www.poirot.us/

Os Cadernos Secretos de Agatha Christie (2010), John Currain, Edições Asa

1 de fevereiro de 2013

3 - COLECÇÃO VAMPIRO

O CASO DAS GARRAS DE VELUDO
(Junho 1947)

Ciclar para aumentar

Autor: Erle Stanley Gardner (1889 – 1970)
Tradução: Hamilcar de Garcia (Brasil)
Capa: Cândido Costa Pinto
Título Original: The Case of the Velvet Claws
Data 1ª Edição: Março 1933
Género: Hard-boiled: crime, Detective Corrupção,
Formato: Romance
Local: Los Angeles
Método: Arma de fogo
Personagens: Perry Mason / Della Street / Paul Drake



TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº2 — “O PRÓXIMO VOLUME”
ERLE STANLEY GARDNER é um dos ases do moderno romance policial. Os seus romances, já consagrados no mundo inteiro graças a uma série de adaptações cinematográficas, narram em sucessão de aventuras de Perry Mason e da sua secretária Della Street. Perry Mason, herói de todos os romances de Gardner, é um advogado célebre que não se contenta em defender os seus clientes nas barras dos tribunais; ele próprio, graças às suas extraordinárias qualidades dedutivas, exerce as funções de detective e, contra a animosidade das polícias organizadas, surpreende e espanta estas com a descoberta dos mais intrincados casos. Della Street, além de secretária, é a namorada de Perry Mason, mas o amor que os liga oculta-se atrás de constantes discussões e provocações.
A trama de “O Caso das Garras de Veludo” é engenhosa, dramática, convincente; e tanto o desdobramento como a solução final são tão bem desenvolvidas que a publicação deste livro trouxe para o autor a consagração dos críticos, um dos quais declarou que Stanley Gardner tem competição mas não competidores.

Para saber mais sobre O CASO DAS GARRAS DE VELUDO
É primeiro romance de Gardner protagonizado por Perry Mason, um dos personagens mais célebres da ficção policiária. Neste caso, o conhecido advogado criminal falha a habitual cena de tribunal, uma constante nos livros subsequentes. Perry Mason actua apenas como detective. É um romance frequentemente incluído na narrativa de linha dura, hard-boiled, onde a chantagem, a corrupção e o crime brutal são alguns dos ingredientes essenciais.


SOBRE A CAPA
A relevância da imprensa sensacionalista na trama deste caso é dada pela folha de jornal sobre a qual estão desenhadas três imagens. Um olho azul de mulher de “a bela cliente… uma linda mulher com grandes olhos azuis, que consegue, uma vez por outra, expressões de encantadora ingenuidade…”. Um chapéu-de-chuva que, sob a chuva que cai, deixa uma enigmática mancha de sangue, paralela à sombra alongada da pequena figura central que segura uma arma: “Os olhos do advogado observavam todo o átrio. No bengaleiro… três guarda chuvas, um dos quais tinha na extremidade uma pequena poça de água que alastrava pelo soalho.”