2 de maio de 2012

CALEIDOSCÓPIO 123

EFEMÉRIDES – Dia 2 de Maio
Charlotte Armstrong (1905 - 1969)
Charlotte Armstrong Lewi nasce em Vulcan, Michigan, EUA. Publica em 1942 o primeiro livro Lay On. Mac Duff!, com que inicia a série Mac Dougall Duff, um conjunto de 3 romances e escreve mais 26 livros como Charlotte Armstrong ou sob o pseudónimo Jo Valentine. A autora recebe o Edgar Award em 1957 com Dram of Poison: é nomeada em 1858, 1966 e 1967 para Best Short Story Award com And Already Lost, The Case For Miss Peacock, The Splintered Monday e em 1968, para Best Novel com 2 romances: The Gift Shop (1967) e Lemon In The Basket (1967). Em Portugal estão editados:
1 – O Insuspeito (195?), Nº66 Colecção Vampiro, livros do Brasil. Título Original: The Unsuspected (1946)
2 – A Sombra do Passado (1955), Nº43 Colecção Xis, Editorial Minerva. Título Original: The Chocolate Cobwebb (1948)
3 – Veneno (1959), Nº86 Colecção Xis, Editorial Minerva. Título Original: The Dram Of Poison (1956)
4 – A Ovelha Negra (1969), Nº106 Colecção Rififi, Editora Íbis. Título Original: Lemon In The Basket (1967)
5 – A Loja de Recordações (1969), Série Policial Best-Sellers, Galeria Panorama. Título Original: The Gift Shop (1967)


Martha Grimes (1931)
Nasce em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA. Começa por escrever poesia, mas cria em 1981 a série Richard Jury, um inspector da Scotland Yard que, em conjunto com o aristocrata Melrose Plant, resolve crimes à boa maneira britânica em 22 livros, publicados ao longo de quase 30 anos. Escreve ainda as séries Emma Graham e Andi Olivier; a autora tem 30 romances publicados com mais de 5 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Martha Grimes recebe em 1983 o Nero Wolfe Award para o melhor romance do ano com The Anodyne Necklace e acaba de receber este ano a maior distinção atribuída pelos Mystery Writers of America, o Grand Master Award entregue no passado dia 26, em Nova Iorque, no The Edgar Banquet. Por cá estão editados:
1 – Jogo de Alto Risco (2000), Nº22 Colecção Fio da Navalha, Editorial Presença. Título Original: The Case Has Altered (1977)
1 – Dust (2000), Nº5 Colecção Sombra de Dúvida, Editorial Estampa. Título Original: Dust (2007)

TEMA — ANATOMIA DO CRIME — O DESPERTADOR DESAPARECIDO
Bob Irwing, jovem e talentoso escultor de Nova Iorque, apaixonou-se dramaticamente pela filha mais velha da senhora Mary Gedeon. Repelido, afastou-se. Em Março de 1937 voltou disposto a tudo e ao saber, por aquela senhora, que a filha se casara e fora viver para outra cidade, Bob estrangulou-a, colocando-a debaixo da cama e começou a procurar por toda a casa.
Encontrando Frank Byrnes, um pensionista, num dos quartos, pensando que ele fingia dormir, golpeou-o repetidamente com um furador de gelo.
Esperou escondido.
Por voltas das três da madrugada, viu chegar Verónica, a irmã mais nova da sua apaixonada, um lindo modelo conhecidíssimo nos meios artísticos. Enquanto ela se preparava para dormir, estrangulou-a e estendeu o corpo desnudo sobre a cama.
Saiu levando um despertador. Nunca se soube a razão do gesto insólito.
Como pistas, a polícia tinha: a falta do despertador, uma luva cinzenta, duas barras de sabão, e a circunstância do cachorro da senhora Gedeon não ter ladrado, o que indiciava que o criminoso não era um estranho.
A pesquisa dos antigos pensionistas levou a polícia até Irwing — este usava sabão para modelar. Pouco depois encontrou-se uma mala abandonada, que lhe pertencia, e onde estavam o despertador e o outro exemplar da luva. No entanto o homem desaparecera.
A história era sensacional e todas as revistas e jornais a reproduziam, transformando cada leitor num detective…
E foi uma empregada curiosa de um hotel de Cleveland que encontrou Irwing transformado em Bob Murray, criado de mesa.
Sabendo–se observado Bob desapareceu… por pouco tempo.
Foi condenado a prisão perpétua e terminou os seus dias num hospital para criminosos.
M. Constantino
Robert Irwing


TEMA — O CRIME NA LITERATURA NÃO POLICIÁRIA — FOME!
Extracto de Contos da Montanha de Miguel Torga, aconselhamos a ler na íntegra.
A mulher, sem migalha de pão na arca e sem pinga de azeite na almotolia, sabia bem que o remédio habitual daquelas penúrias era ir buscá-lo onde o houvesse. Mas quando o homem, a meia voz, começou a repisar a ideia, desaprovou mais uma vez o projecto sacrílego. À Senhora da Saúde, não.
O Faustino nem a ouviu, ocupado como estava no labor de semear a boa semente na terra podre dos últimos escrúpulos. Debruçado sobre as pernas, com os dedos dos pés a espreitar das meias rotas, continuou a aquecer-se aos tições apagados, a chupar a pirisca do cigarro e a enumerar uma por uma as mil vantagens do negócio.
Por volta da meia-noite as derradeiras amarras da consciência acabaram de ceder. Raios partissem as horas que gastara a pensar na morte da bezerra! Há certas alturas em que a gente, em vez de miolos, parece que tem aranhas no toutiço!
O temporal bramia pela aldeia fora. Ouvia--se a nortada a pregar nos braços dos castanheiros e as bátegas a cair nas estrumeiras encharcadas. Um taró de repassar fragas.
Faustino, vencidos cautelosamente os cem metros da quelha em que morava, meteu-se à serra. Apesar de o vento galego o empurrar para trás, para o frio enxuto da casa, caminhava depressa. Uma vez que encontrara forças para tomar a única resolução acertada, era preciso não demorar.
Num ímpeto, chegou-se à porta e meteu-lhe o ombro. Pois claro, como tinha previsto… Escancaradinha! Com a respiração suspensa e todo num formigueiro, entrou de rompante no poço da escuridão.
Deu alguns passos. Como o fósforo estava no fim e já lhe aquecia os dedos, riscou outro. Menos inseguro, subiu as escadas do altar de S. José, logo à entrada. E, quase serenamente, acendeu a vela dum castiçal.
Com passos de lã, chegou-se. Caramba, seria que não estivesse a abarrotar?! Pôs a luz no chão, e meteu mãos à obra. Se calhar tinha que escaqueirar a tampa à martelada… Mas não é que a fechadura parecia de papelão e cedia ao cinzel sem resistência nenhuma?! Tudo às mil maravilha… Um mês de tripa forra ninguém lho tirava.
Desgraçadamente, a caixa estava limpa. Ou fora roubada, ou a esvaziara o padre Bento na véspera, ou então já não havia fé neste amaldiçoado mundo. Ah! Mas ele, Faustino, não se deixava enganar assim. Não. Tivesse a Senhora da Saúde paciência. Lá pouco dele, isso vírgula! Vinha com boas intenções. Obrigavam-no, pronto: ia o que houvesse, e passava tudo a patacos.
Pegou de repelão no castiçal e avançou indignado para o altar mor. Não acreditava que no sacrário a miséria fosse também assim
Era.
Ladrões! Filhos duma grande… Nem ao menos o cálix! O que vale é que havia ainda a sacristia para revistar. E que não estivessem lá os apetrechos devidos! Ia a casa do abade, que lhe havia de pôr ali o que pertencia à santa… O cálix, a cruz, o turíbulo, tudo. E a bagalhoça, claro. Pouca vergonha!
Pôs o castiçal no chão, soprou à vela, puxou a porta e saiu.
O temporal redobrara de fúria. A atravessar o adro, com a desilusão a percorrer-lhe as veias, é que via bem como a escuridão era cerrada e como a chuva lhe trespassava o corpo. Porca de vida! Um homem a fazer por ela, a aguentar no lombo uma noitada daquelas, para ao cabo dar com o nariz no sedeiro!
Pela manhã ardia em febre. E daí a seis dias, depois de um cáustico lhe abrir no peito uma bica de matéria e de o barbeiro de Parada o ter desenganado, foi preciso chamar o confessor, a ver se ao menos se lhe podia salvar a alma.
Veio então o padre Bento, manso, vermelho, tranquilizador. Mas o Faustino delirava. E mal o santo homem, de sobrepeliz, lhe entrou pelo quarto dentro, arregalou os olhos, inteiriçou-se no catre, apontou-o à mulher e aos circunstantes, e com a voz toldada da broncopneumonia, rouquejou:
— Ladrão! Prendam-no, que é ladrão!


1 de maio de 2012

CALEIDOSCÓPIO 122


EFEMÉRIDES – Dia 1 de Maio
Pierre Caillet (1928)
Nasce em Paris. Autor de uma dezena de policiários, na linha da literatura polar francesa. Em 1962 recebe dois prémios: O Prix du Roman D’Aventures com Cette Morte Tant Desireé e o Grand Prix de L’Imaginaire Jeunesse com Imbroglio Chinois, um romance de espionagem.

Frank Parrish/Ivor Drummond (1929 – 2000)
Roger Erskine Longrigg nasce em Edimburgo, Reino Unido. Em 1959 dedica-se exclusivamente à escrita de vários estilos literários, utilizando diferentes pseudónimos, o que causa algum mistério à volta do verdadeiro autor de algumas das suas obras. Publica no total 55 livros, sob o próprio nome e sob os pseudónimos, Grania Beckford, Megan Barker Laura, Black e Rosalind Erskine. No campo do policiário Roger Longrigg escreve thillers de mistério como Frank Parrish, thillers de espionagem como Ivor Drummond e comédia negra como Domini Taylor.
Frank Parrish cria a série Dan Mallett, iniciada em 1977 com Fire In The Barley com um total de 9 livros; Ivor Drummond escreve também 9 livros, todos da série Jennifer Norrington, que começa em 1969 com The Man With The Tiny Head e acaba com The Diamonds Of Lorretta em 1978.

Andrew Coburn 1932
Nasce em Exeter, New Hampshire. EUA. Escreve o primeiro romance, The Trespassers em 1974 e seguem-se mais 11 livros até My Father’s Daughter em 2007. Cria ainda a série James Morgan com 2 livros publicados e a série Rita Gardella O'Dea, com 3 romances Sweetheart (1985), Love Nest (1987) e Goldilocks (1989), nomeado em 1990 para o Edgar Award Best Novel. Tem as suas obras traduzidas em 14 línguas e 3 delas foram adaptadas ao cinema.


TEMA — DICIONÁRIO DE AUTORES CONTEMPORÂNEOS DA NARRATIVA DE ESPIONAGEM (1)
Aqui está o tema prometido. Começa por uma pequena introdução, seguindo-se os autores por ordem alfabética, como convém a um dicionário.

INTRODUÇÃO
Encontramos informação de busca de informações e espionagem desde a Bíblia (séc. XII a.C.) e Ramsés II (séc. XII a.C.) a Alexandre Magno, Ciro, Júlio César, Augusto, Sexto Julius Frontinus, Sun Tzu etc. Mais recente, na Idade Média, Renascença e Idade Moderna, multiplicam-se os casos de espionagem, traição e dor, nem sempre, mas com maior frequência ligados aos exércitos ou à guerra, aparecem as primeiras instituições de espionagem e contra espionagem, prontas a conhecer o que cada um possui, explora ou pensa, em tempo de guerra ou de paz. Vai mais além, cresce a espionagem económica no comércio e na indústria, entra em grupos, associações, religiões e famílias.
A realidade é a ficção, a ficção trabalha a realidade e utiliza a própria imaginação dos autores para se adiantar à ficção, cria heróis e mitos. O precursor inegável é James Fenimore Cooper (1789 - 1851), criador do jovem oficial britânico Harvey Birch, que se infiltra na retaguarda das linhas americanas na guerra da independência. Segue-se a Baronesa d’ Orczy (1865 – 1947) com o famoso The Scarlet Pimpernel (1905), onde Sir Percy Blakeney, ocupa o lugar de personagem principal. Segue-se um folhetim Maître de Forges (1882) de Georges Ohnet (1848 – 1918), não antes o conhecido William Le Queux e outros autores relevantes

Joseph Conrad (1857 – 1924)
The Secret Agent (1907)
Under Western Eyes (1911)

Sir Arthur Conan Doyle (1859 – 1930), integrados na literatura sobre Sherlock Holmes A Scandal In Bohemia (1891)
A The Naval Treaty (1893)
The Adventure of the Dancing Men (1893)
The Adventure of the Bruce-Partington Plans (1908)
His Last Bow (1917)

Erskine Childers (1870 - 1922)
The Riddle of the Sands: A Record of Secret Service (1903)

Somerset Maugham (1874 – 1933)
Ashenden, or the Britihs Agent

Louis Joseph Vance (1879 – 1933)
The Lone Wolf (1914)
The False Faces (1918)
Alias the Lone Wolf (1921)
 Red Masquerade (1921)
The Lone Wolf Returns (1923)
The Lone Wolf's Son (1931)
Encore the Lone Wolf (1933)
The Lone Wolf's Last Prowl (1934)
The Lone Wolf and the Hidden Empire (1947)

John Buchan (1875 - 1940)
The Thirty-Nine Steps (1915)
Greenmantle (1916)
The Power House (1916)
Mr Standfast (1918)
The Three Hostages (1924)
The Courts of the Morning (1929)
A Prince of the Captivity (1933)

William Le Queux (1864 – 1927)
Guilty Bonds (1891)
The Great War In England In 1897 (1894)
A Secret Service, (1896)
England’s Peril (1899)
Secrets of the Foreign Office (1903)
The Man from Downing Street (1904)
The Czar's Spy (1905)
The Invasion of 1910 (1906)
Revelations of the Secret Service (1911)
The German Spy (1914)
Number 70, Berlin (1916)
The Spy Hunter (1916)
Donovan of Whitehall (1917)
Hushed Up at German Headquarters (1917)
The Bomb-Makers (1917)
Behind the German Lines: (1917)
Sant of the Secret Service (1918)
The Stolen Statesman (1918)
Cipher Six (1919)
The Intriguers (1920)
No. 7 Saville Square (1920)
In Secret (1920)
Hidden Hands (1926)
The Secret Formula (1928)

E estamos prontos a entrar no “Dicionário”
M. Constantino

DICIONÁRIO DE AUTORES CONTEMPORÂNEOS DA NARRATIVA DE ESPIONAGEM

1 – AARONS (EDWARD S.)
1916 – 1975

Edward Sidney Aarons nasce em Filadélfia EUA. Estuda Literatura e História na Universidade de Columbia. Em 1933 ganha um concurso de short stories, ainda enquanto estudante. Inicia a carreira literária em 1938 e em 1955 cria Sam Durell, o agente da C.I.A. que é o personagem central de 42 livros que têm em comum a palavra “Assignment”, com o significado de “Missão”. A série dura mais de 20 anos: o primeiro livro é Assignment to Disaster (1955) e o ultimo Assignment Afghan Dragon (1976). A primeira aventura de Durell é nos Estados Unidos, mas a maioria decorre em lugares exóticos.
O autor utiliza os pseudónimos Edward Ronns e Paul Ayres, este apenas para Dead Heat em 1950.

MAIO

O Policiário de Bolso entra hoje no 5º mês de existência com um novo tema, tal como convém ao início de um mês novinho a estrear.
É mais uma iniciativa de M. Constantino, assim apresentada:
O Caleidoscópio é preenchido por efemérides e por vários temas, desde a crónica ao conto, poesia, notícia, policiário em especial, ficção científica e fantasia, terror e outros.
À Breve História da Narrativa Policiária e à Biblioteca Essencial de Ficção Científica e Fantasia junta-se a partir do presente mês o Dicionário de Autores Contemporâneos da Narrativa de Espionagem, para proporcionar ao leitor uma visão mais ampla dos assuntos tratados: manter o conteúdo no conjunto, separar as diferentes rubricas ou qualquer outro tema em “livros” separados.
A escolha é vossa, esperando que vos agrade o novo tema inserido.
M Constantino

O leitor pode ter acesso a cada um dos temas através das etiquetas Biblioteca Ficção Científica, História Narrativa Policiária e Dicionário de Autores de Espionagem

30 de abril de 2012

CALEIDOSCÓPIO 121

EFEMÉRIDES – Dia 30 de Abril
Jacqueline Winspear (1955)
Jacqueline Winspear nasce em Weald of Kent, Inglaterra. Emigra para os EUA em 1990 e em 2003 publica o primeiro livro, Maisie Dobbs, pondo em prática um sonho, de sempre — ser escritora e dando inicio à serie Maisie Dobbs. A série tem lugar em Inglaterra no final da década dos anos 20, inicio dos anos 30, é protagonizada por uma enfermeira que no rescaldo do pós-guerra, dirige uma agência de detectives em Londres. O 9º livro da série, Elegy For Eddie é editado em Março de 2012. Jacqueline Winspear recebe em 2003 o Agatha Award for Best First Novel com Maisie Dobbs, em 2004 recebe o Agatha Award com Birds of a Feather e em 2005 e 2006 é novamente nomeada para este prémio, respectivamente com Pardonable Lies e com Messenger of Truth.


TEMA — BIBLIOTECA ESSENCIAL DE FICÇÃO CIENTÍFICA E FANTASIA (10)


Volume 24 — The Martian Chronicles (1946) de Ray Bradbury

Ray Douglas Bradbury, EUA (1920), começou a escrever na década de 40 para o Weird Tales, pricipalmente contos. Dark Carnival é o seu primeiro livro, publicado em 1947.
The Martian Chronicles é uma colectânea de contos com um tema comum, iniciada em 1946 e só publicada em 1950, e que marca um ponto definitivo da carreira literária do autor. Citam-se: The Illustrated Man (1950), Dandelion Wine (1953) e Something Wicked This Way Comes (1983).


The Martian Chronicles narra o final da civilização marciana, após a chegada dos terrestres ao planeta vermelho.
As ideias de fundo são as de uma utopia anti-científica que o autor desenvolve com a arte de mestre que é.

Ficha Técnica
Crónicas Marcianas
Autor: Ray Bradbury
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Ano da Edição: 1985
Editora: Caminho
Colecção: Caminho de Bolso-Ficção Científica Nº15
Páginas: 189





Volume 25 — What Mad Universe (1948) de Fredric Brown
Fredric William Brown (1906-1972) foi um dos mais populares e consagrados autores de Ficção Científica e do policial. Irónico, contundente, exímio no uso da palavra, evidenciou-se nas short stories.
Citam-se: The Lights In The Sky Are Stars ou Project Jupiter (1953), Rogue In Space (1957), The Ming Thing (1961), e as esplêndidas antologias: The Best of Fredric Brown e Short Storles of Fredric Brown.

What Mad Universe é o exemplo magnífico do agudo sentido de ironia e sátira num exercício do tema dos universos paralelos.
A história tem por base a projecção a mundo paralelo, em virtude de uma explosão acidental, de Keith Winton. Ali Keith encontra um ambiente ligeiramente conhecido com o seu próprio, mas a cidade está cheia de extraterrestres, seu dinheiro não serve para nada, e a própria noiva não o reconhece.

Ficha Técnica
Loucura No Universo
Autor: Fredric Brown
Tradução: Mário Henrique Leiria
Ano da Edição: 1956
Editora: Livros do Brasil
Colecção: Argonauta Nº29
Páginas: 184