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15 de junho de 2016
NOVA COLECÇÃO VAMPIRO
12 de maio de 2013
9 - COLECÇÃO VAMPIRO
O CASO DA JOVEM ARISCA
(Dezembro 1947)
Autor:
Erle Stanley Gardner (1889 – 1970)
Tradução:
Marcelo de Andrade
Capa:
Cândido Costa Pinto
Título
Original: The Case of the Sulky Girl
Data
1ª Edição: 1933
Género:
Crime, mistério
Formato:
Romance
Local:
Los Angeles
Método:
Agressão com bengala
Personagens:
Perry Mason / Della Street / Paul Drake
TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº8 — “O
PRÓXIMO VOLUME”
“Depois de lermos um
romance de ERLE STANLEY GARDNER, apetece-nos logo ler todos os outros!”. Eis
uma frase de um leitor — que vale bem como uma verdade axiomática. De facto,
ERLE STANLEY GARDNER possui o segredo de prender todos os leitores. Na4 suas
obras há vida intensa. Vida, verdade, drama e comédia, um pouco de romantismo e
muito de luta pela existência. Perry Mason, o advogado-detective, é o protótipo
do homem forte e inteligente, habituado às intempéries da vida e do tempo,
sabendo utilizar o cérebro e os pulsos, sempre que se torne necessário.
Lembram-se ainda de O
Caso das Garras de Veludo, que a Colecção Vampiro publicou como o seu
volume nº 3? Pois, então, O Caso da Jovem Arisca vai
interessá-los ainda mais, pela sua história original, rica de complicação é de
mistério. Della Street, a secretária de Perry Mason bem o avisa para ele não se
meter nesse caso. Mas Perry Mason não conhece o temor. E só se dá, por
satisfeito quando o deslinda por completo."
Para saber mais sobre O
CASO DA JOVEM ARISCA
Frances Celane contrata
Perry Mason por causa de uma cláusula do testamento do pai que a impede de
casar antes dos 25 anos, sob pena de perder uma fortuna superior a um milhão de
dólares. Frances tem vinte e três anos e pretende casar-se. A situação
complica-se quando Edward Norton, o tio da jovem e depositário da fortuna, é
violentamente assassinado.
SOBRE A CAPA
O perfil de um rosto
masculino, com ar de poucos amigos, encerra a mansão de janelas iluminadas e a
mão que agarra um telefone, num fundo fantasmagórico. Um caminho particular
conduz ao local do crime, a mansão senhorial de Edward Norton, assassinado com
uma tremenda pancada, pouco depois de telefonar para a polícia a comunicar que
o seu carro fora roubado e a pedir a prisão da sua própria sobrinha.
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4 de abril de 2013
8 - COLECÇÃO VAMPIRO
VIVENDA CALAMIDADE
(Novembro 1947)
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Autor:
Ellery Queen
Pseudónimo
de Daniel Nathan / Frederic Dannay
(1905 - 1982) e Manford Emanuel Lepofsky / Manfred Bennington Lee (1905 - 1971)
Tradução:
Lino Vallandro
Capa:
Cândido Costa Pinto
Título
Original: Calamity Town
Data
1ª Edição: 1942
Género:
Crime, Mistério
Formato:
Romance
Local:
Wrightsville, New England (EUA) – cidade ficcionada
Método:
Esfaqueamento
Personagem
Principal: Ellery Queen
CONDENSAÇÃO
PUBLICADA NO NÚMERO ANTERIOR
Quando Mr. Ellery Queen deixou o comboio de Nova-York,
pisando o cais da estação de Wrightsville, encontrou a cidade tal como ela
era e como a esperava: uma cidade de província, tranquila, muito tranquila, em
que jamais acontecia alguma coisa que não tivesse acontecido no dia anterior e
sempre. Belo ambiente — pensou Mr. Queen — para escrever!
Deu um passeio e, por fim, entrou num estabelecimento
em cuja tabuleta apareciam as palavras: J.
C. Pettigrew, Imóveis. Mas não havia na cidade uma única casa para alugar…
A não ser…
O sr. Pettigrew olhou para o sr. Ellery Queen e
perguntou:
— Qual a sua profissão? Não é porque faça
diferença, mas…
— Sou escritor…
O sr. Pettigrew olhou, mais uma vez, com admiração,
para o recém-chegado.
— O senhor escreve histórias?
— Isso mesmo, senhor Pettigrew… Livros e coisas da
mesma espécie…
— Está bem! Está bem! Tenho muito prazer em conhecê-lo,
Mr. Ellery Smith… Smith! O senhor disse que se chamava Ellery Smith… Mas, tem
graça! Eu também sou homem de livros e outras coisas da mesma espécie. Tenho a
mania de ler… mas não me lembro de nenhum escritor chamado Ellery Smith…
— Eu escrevo com pseudónimo.
— E é supersticioso? … Não é? Ainda bem! Eu tenho,
precisamente, a casa de que o senhor precisa!
Para saber mais sobre VIVENDA CALAMIDADE
É o primeiro livro de
Ellery Queen que tem como local de acção a cidade ficcionada de Wrightsville, uma pequena
típica cidade norte-americana, onde impera a família Wright.
Considerado
o melhor livro da série Wrightsville, tem sido classificado pela crítica como
um romance fatídico, na linha da tragédia negra. Com um sentido de estrutura
notável, a narrativa percorre um caminho onde todos os acontecimentos são
construídos com uma lógica irrepreensível.
Vivenda Calamidade é uma das obras minimalistas de Ellery Queen, porque o
autor reduz a trama ao essencial, criando uma situação tão estreita, que quase não deixa
um espaço de manobra que permita esclarecer e explicar um mistério que gira em torno de diversos envenennamentos.
SOBRE A CAPA
Ellery Queen no Policiário de Bolso:
Fontes:
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24 de fevereiro de 2013
7 - COLECÇÃO VAMPIRO
O ASSASSINATO DE ROGER ACKROYD
(Outubro 1947)
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Autor: Agatha Christie (1890 – 1976)
Tradução: Heitor Berutti
Capa: Cândido Costa Pinto
Título Original: The Murder of Roger Ackroyd
Data 1ª Edição: Junho 1926
Género: Crime, Mistério, Detective
Formato: Romance
Local: King’s Abbot, Inglaterra (Local Ficcionado)
Método: Esfaqueamento
Personagens Principais: Hercule Poirot, Inspector Raglan
TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº6 — “O PRÓXIMO VOLUME”
Com este novo romance a “Colecção Vampiro” oferece aos seus leitores, talvez a melhor de todas as obras da famosa AGATHA CHRISTIE e uma das mais extraordinárias da literatura policial de todos os tempos. Hercule Poirot, o detective que adora a poesia da natureza e raciocina com um sorriso nos lábios, em O Assassinato de Roger Ackroyd tem o seu mais maravilhoso trabalho de dedução, arrastando o leitor às mais variadas hipóteses de raciocínio e reservando-lhe para o final uma autêntica surpresa Muitos críticos consideram este livro como um padrão do género policial. E depois de o ter escrito AGATHA CHRISTIE viu o seu nome aureolado pela fama de ser considerada a maior revelação do romance policial inglês.
Para saber mais sobre O ASSASSINATO DE ROGER ACKROYD Hercule Poirot retira-se para pacífica aldeia de King’s Abbot e dedica-se a cultivar abóboras. No entanto um quotidiano que se previa tranquilo é interrompido. Poirot é contactado para investigar o assassinato de Roger Ackroyd, um proprietário classificado como “a alma, a vida do pacífico povoado”. Encontrado apunhalado no seu escritório, Roger Ackroyd livra Poirot de uma reforma insípida e das abóboras que já o começavam a enervar.
Nos cadernos privados de Agatha Christie não foram encontradas notas sobre a construção deste romance, que é considerado uma obra-prima do policiário. A publicação de O ASSASSINATO DE ROGER ACKROYD pouco antes do estranho desaparecimento e posterior divórcio da autora são as razões apontadas para essa falha. É possível saber apenas que é James Watt, cunhado de Agatha Christie, quem lhe sugere uma ideia base e um desfecho original para o romance, e mais tarde, Lord Mountbatten numa carta a autora expõe uma ideia semelhante, o que desencadeia a escrita deste livro.
O grande sucesso de O ASSASSINATO DE ROGER ACKROYD marcou definitivamente a carreira literária de Agatha Christie.
Neste romance, como sucede em outras obras de Christie, o narrador é um homem — Dr. Sheppard, o médico local. Outra personagem, Caroline, a irmã do médico, por causa das suas características e comportamento, tem sido considerada como a antecessora de Miss Marple. A autora inclui ainda neste romance a utilização de um dispositivo — um meio mecânico — para conseguir um determinado resultado, o que é considerado uma raridade nos seus livros.
O ASSASSINATO DE ROGER ACKROYD é um clássico da literatura policiária também por a autora ter ousado quebrar as regras até então adoptadas neste tipo de narrativa, o que originou grande controvérsia quando foi publicado.
SOBRE A CAPA
Esta é uma das capas emblemáticas de Cândido Costa Pinto. A figura central é um homem com um traje conservador, mas no lugar da cabeça é possível ver a mão que segura agressivamente um punhal — a arma do crime. Desconcertante?
O homem desloca-se sobre um relógio, imagem habitual no surrealismo e referência indispensável quando cronologia dos acontecimentos é importante. Indicará o relógio a hora do crime?
Outros detalhes da capa, a fotografia, as árvores, os cifrões, par de sapatos, e o sobrescrito, que o homem transporta debaixo do braço, onde se vislumbra o conteúdo, remetem para elementos marcantes do enredo. Fica, desta forma, aguçada a curiosidade?
Fontes:
Site oficial da autora http://www.agathachristie.com/
Os Cadernos Secretos de Agatha Christie (2010), John Currain, Edições Asa
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15 de fevereiro de 2013
6 - COLECÇÃO VAMPIRO
OS CRIMES DO BISPO
(Setembro 1947)
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Autor: S. S. Van Dine
Tradução: Peri Pinto Diniz
Capa: Cândido Costa Pinto
Título Original: The Bishop Murder Case
Data 1ª Edição: 1928
Género: Crime, Mistério
Formato: Romance
Local: New York
Métodos: Diversos
Personagem Principal: Philo Vance
TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº5 — “O PRÓXIMO VOLUME”
Alguém disse já, certa vez, que S. S. VAN DINE está para a literatura policial, assim como Aldous Huxley está para o romance psicológico. Ambos são renovadores — ambos vieram alargar os horizontes do conceito de literatura, dentro dos respectivos géneros.
E para exemplificarmos o caso de S. S. VAN DINE, basta lembrar que quase todas as suas obras são consideradas, pelas críticas de todo o mundo, como obras clássicas na literatura de emoção. Dentre elas escolhemos para apresentar, pela primeira vez aos leitores portugueses, o nome prestigioso de S. S. VAN DINE, Os Crimes do Bispo, talvez o seu romance mais apaixonante e complexo.
Em Os Crimes do Bispo, Philo Vance, o detective criado por S. S. VAN DINE — e que é uma das figuras mais vivas, mais humanas da literatura dos nossos dias — analisa metodicamente uma série de crimes extraordinários, preparados por um cérebro diabolicamente perfeito. Não há uma-única falha de lógica, no raciocínio de Philo Vance. E o mais curioso, é que através dele, nós podemos perceber a personalidade do próprio autor. Sim, S. S. VAN DINE — vai decerto conquistar os leitores portugueses, como já conquistou os leitores de muitos outros países do Mundo. E é sinceramente que nós podemos recomendar a todos que gostem de romances policiais em que o desfecho é absolutamente imprevisto e lógico — a leitura de OS CRIMES DO BISPO
Para saber mais sobre OS CRIMES DO BISPO
É o 4º mistério — de um conjunto de 12 — de Philo Vance.
A crítica apresenta este romance como uma narrativa escrita num estilo simples e directo, sem artifícios, mas brilhante e extremamente organizado, captando desta forma toda a atenção do leitor para este caso, onde Van Dine aparece como narrador.
OS CRIMES DO BISPO está recheado de vítimas mortais. O assassino segue um padrão que se baseia em conhecidas rimas infantis ou lengalengas — é mesmo considerado como o primeiro romance policiário em que utiliza este modelo como elemento central da trama.
Uma mente perversa, que não só leva a cabo uma série de crimes, como lança provocações com cartas enviadas aos jornais. As notas, assinadas como “Bispo” reproduzem as lengalengas do livro infantil Mother Goose, que de alguma forma se podem relacionar com os homicídios cometidos.
A título de exemplo, e sem desvendar demasiado sobre o livro…
Who killed Cock Robin?
I, said the Sparrow,
with my bow and arrow,
I killed Cock Robin.
Quem matou Cock Robin
Eu, disse o Pardal,
Com o meu arco e a minha flecha,
Eu matei Cock Robin.
Ora primeira vítima, Robin, conhecido por Cock Robin entre os amigos, aparece assassinada com uma seta cravada no peito. E como se isso não bastasse, um dos seus amigos “e simultaneamente rival no amor pela encantadora Belle Dillard” é Sperling, qua em alemão significa pardal.
Estas deliberadas coincidências multiplicam-se ao longo da narrativa, que abrange um curto período de tempo (de 2 a 26 de Abril), mas que está recheada de crimes, suspeitos e de detalhes inesperados, como peças de xadrez e peças, das outras… as de teatro, neste caso de Ibsen.
O mistério deste livro assenta na descoberta do Bispo, “personagem lendário e real” que ousa “desafiar o poder da polícia e a argúcia de Philo Vance.
SOBRE A CAPA
Construída sobre a condensação do livro, disponibilizada pela editora, mostra: as várias notas enviadas pelo “Bispo” à Policia; o sábio corcunda, um dos principais suspeitos; e uma pequena figura central, possivelmente a criança desaparecida, a pequena Moffat.
Efemérides e artigo sobre Philo Vance
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6 de fevereiro de 2013
5 - COLECÇÃO VAMPIRO
KNOCK-OUT
(Agosto 1947)
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Autor: Sapper
Pseudónimo de Herman Cyril McNeile (1888 - 1937)
Tradução: Wilson Velloso (Brasil)
Tradução: Wilson Velloso (Brasil)
Capa: Cândido Costa Pinto
Título Original: Knock-Out (ou Bulldog Drummond Strikes Back)
Data 1ª Edição: 1933
Género: Thriller
Formato: Romance
Local: Hampstead, Londres
Método: Diversos
Personagens Principais: Capitão Hugh Drummond, mais conhecido por Bulldog Drummond e Ronald Standish (8ª aventura de Bulldog Drummond)
TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº4 — “O PRÓXIMO VOLUME”
— ESTÁ? Sanderson? … Sim, sim, sou Standish. O quê? Agora? Com uma noite destas? Está? Está? Não me ouves? Fala, homem Está? …
A ligação telefónica foi interrompida bruscamente. Ronald Standish, detective-amador, estremeceu.
O seu interlocutor, o inspector Sanderson, tinha, na verdade, interrompido abruptamente a conversação. Atingido mortalmente e de maneira estranha, caíra sobre a mesa em que assentava o telefone.
Um quarto de hora mais tarde, Ronald encontrava-se no local do crime, com o capitão Drummond, também detective, e com uma série de factos inexplicáveis.
Assim começou a luta entre os dois detectives, com o apoio da Scotland Yard, e uma quadrilha de criminosos internacionais que actuavam com fins políticos: de conduzirem a Inglaterra a um descalabro financeiro. E a luta é terrível. A quadrilha actua dirigida por um cérebro dominíaco (sic) e não olha a meios de acção. As casas ardem. Os narcóticos e os venenos, os explosivos e as armas desconhecidas eliminam adversários e traidores, abrem caminhos, provocam catástrofes ferroviárias…
É este o caso narrado por Sapper em KNOCK-OUT
Para saber mais sobre KNOCK-OUT
Ronald Standish é um detective ocasional que se dá ao luxo de acetar apenas os casos que lhe interessam. Recebe um telefonema do seu amigo Sanderson, que trabalha para os Serviços Secretos. A causa da interrupção brusca da chamada viria a revelar-se dramática. É o próprio Standish que encontra Sanderson assassinado: o telefone ainda na mão e uma ferida horrível num olho. Standish e Bulldog Drummond vêem-se envolvidos num emaranhado político que rodeia este assassinato e correm temíveis riscos na identificação e perseguição dos seus autores. Uma aventura emocionante onde não faltam mensagens criptografadas que o leitor pode também tentar decifrar…
SOBRE A CAPA
As chamas de fogo vermelhas que tudo envolvem, uma órbita vazia a sangrar, com o olho estranhamente deslocado para a testa da vítima e ainda uma pequena figura feminina cuja sombra desconcertante é um homem de chapéu que empunha uma arma de fogo. Um tinteiro e uma caneta com papel relevante no enredo? Uma capa que apela o leitor à compra do livro…
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3 de fevereiro de 2013
4 - COLECÇÃO VAMPIRO
O BARCO DA MORTE
(Julho 1947)
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Autor: Agatha Christie (1890 – 1976)
Tradução: Hígia Junqueira Smith
Capa: Cândido Costa Pinto
Título Original: Death on the Nile
Data 1ª Edição: Novembro 1937
Género: Crime, Mistério, Detective
Formato: Romance
Local: Egipto, Rio Nilo
Método: Esfaqueamento, Arma de fogo
Personagens Principais: Hercule Poirot, Coronel Johnny Race
TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº3 — “O PRÓXIMO VOLUME”
AGATHA CHRISTIE — ninguém o desconhece — é a maior revelação do romance policial inglês, uma imaginação fecunda, um espírito de equilíbrio inigualável e uma intuição da vida humana e dos sentimentos humanos que transforma cada um dos seus livros num verdadeiro romance de estados de alma. Por isso o cinema tem encontrado em toda a sua obra inúmeros motivos para a realização de filmes que entusiasmam as plateias mundiais e tornam célebre a grande escritora inglesa. Hercule Poirot, o detective de Um Crime no Expresso do Oriente e de O Barco da Morte, é a imagem do espírito que o criou, um ser dotado de imaginação e intuição, um observador e um filósofo.
Em O Barco da Morte, Christie faz-nos vibrar com uma sucessão de crimes aparentemente inexplicáveis, todos cometidos num círculo apertado como é o de um pequeno vapor e praticamente levados a cabo frente dos olhos de dois grandes detectives. Mas quando Hercule Poirot aponta o criminoso, o seu famoso colega da Yard fica tão admirado como todos os outros passageiros de O BARCO DA MORTE.
Para saber mais sobre O BARCO DA MORTE e… outras curiosidades
O BARCO DA MORTE, um dos livros mais extensos de Agatha Christie, é considerado um clássico de Poirot e reflecte a paixão da autora pelas viagens e pelo Egipto. Arquitectado de forma inteligente, é o livro preferido de muitos dos leitores de Agatha Christie. A combinação de um enredo admirável, com personagens cativantes e a descrição precisa de um cenário exótico origina um romance de crime e mistério convincente que prende o leitor. O espaço do vapor, o SS Karnak (Steam Ship), funciona como uma perspectiva diferente do “mistério em quarto fechado”, adensando o suspense. Os analistas da obra da escritora consideram que o esquema da trama é semelhante a outros livros como por exemplo O Misterioso Caso de Styles (1920) e Noite Sem Fim (1967).
A autora dedica este romance a Sybil Burnnett “que também adora viajar pelo mundo”; curiosamente as duas mulheres conheceram-se a bordo de um navio a vapor numa viagem de Trieste para Beirute, durante a segunda viagem da escritora ao Médio Oriente, altura em que conhece também Max Mallowan, o célebre arqueólogo britânico que viria a ser o seu segundo marido.
Agatha Christie adapta o romance a uma peça para teatro que foi representada com o título Hidden Horizont, em 1944, no escocês Dundee Repertory Theater. Mais tarde, em Março de 1946, com o título Murder on the Nile, vai a cena no londrino West End e em Setembro do mesmo ano é representada na nova-iorquina Broadway.
Esta diferença nos títulos surge em Portugal com o romance. O Nº3 da Vampiro de bolso recebe, como é sabido, o título O BARCO DA MORTE, mas na edição da Vampiro Gigante das obras completas de Agatha Christie a editora optou pelo título Morte no Nilo, passando o título O Barco da Morte a ficar associado à edição brasileira.
Também existe alguma confusão com o título Death on the Nile porque a escritora já o tinha utilizado num conto, protagonizado por Parker Pyne; a acção decorre a bordo do S S Fayoum que navega também no rio Nilo, mas o enredo do conto é diferente do romance que partilha o mesmo título.
SOBRE A CAPA
A figura que envolve a embarcação, numa atitude aparentemente protectora, depois de observada com um olhar mais atento, revela-se afinal sinistra. A caveira que substitui a cara e os esvoaçantes cabelos ralos não deixam lugar a dúvidas: a morte ronda o navio. A predominância de vermelho no cenário de fundo acrescenta um mau prenúncio ao exotismo das palmeiras.
Fontes:
Site oficial da autora http://www.agathachristie.com/
Site dedicado a Poirot e Agatha Christie http://www.poirot.us/
Os Cadernos Secretos de Agatha Christie (2010), John Currain, Edições Asa
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1 de fevereiro de 2013
3 - COLECÇÃO VAMPIRO
O CASO DAS GARRAS DE VELUDO
(Junho 1947)
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Autor: Erle Stanley Gardner (1889 – 1970)
Tradução: Hamilcar de Garcia (Brasil)
Capa: Cândido Costa Pinto
Título Original: The Case of the Velvet Claws
Data 1ª Edição: Março 1933
Género: Hard-boiled: crime, Detective Corrupção,
Formato: Romance
Local: Los Angeles
Método: Arma de fogo
Personagens: Perry Mason / Della Street / Paul Drake
TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº2 — “O PRÓXIMO VOLUME”
ERLE STANLEY GARDNER é um dos ases do moderno romance policial. Os seus romances, já consagrados no mundo inteiro graças a uma série de adaptações cinematográficas, narram em sucessão de aventuras de Perry Mason e da sua secretária Della Street. Perry Mason, herói de todos os romances de Gardner, é um advogado célebre que não se contenta em defender os seus clientes nas barras dos tribunais; ele próprio, graças às suas extraordinárias qualidades dedutivas, exerce as funções de detective e, contra a animosidade das polícias organizadas, surpreende e espanta estas com a descoberta dos mais intrincados casos. Della Street, além de secretária, é a namorada de Perry Mason, mas o amor que os liga oculta-se atrás de constantes discussões e provocações.
A trama de “O Caso das Garras de Veludo” é engenhosa, dramática, convincente; e tanto o desdobramento como a solução final são tão bem desenvolvidas que a publicação deste livro trouxe para o autor a consagração dos críticos, um dos quais declarou que Stanley Gardner tem competição mas não competidores.
Para saber mais sobre O CASO DAS GARRAS DE VELUDO
É primeiro romance de Gardner protagonizado por Perry Mason, um dos personagens mais célebres da ficção policiária. Neste caso, o conhecido advogado criminal falha a habitual cena de tribunal, uma constante nos livros subsequentes. Perry Mason actua apenas como detective. É um romance frequentemente incluído na narrativa de linha dura, hard-boiled, onde a chantagem, a corrupção e o crime brutal são alguns dos ingredientes essenciais.
SOBRE A CAPA
A relevância da imprensa sensacionalista na trama deste caso é dada pela folha de jornal sobre a qual estão desenhadas três imagens. Um olho azul de mulher de “a bela cliente… uma linda mulher com grandes olhos azuis, que consegue, uma vez por outra, expressões de encantadora ingenuidade…”. Um chapéu-de-chuva que, sob a chuva que cai, deixa uma enigmática mancha de sangue, paralela à sombra alongada da pequena figura central que segura uma arma: “Os olhos do advogado observavam todo o átrio. No bengaleiro… três guarda chuvas, um dos quais tinha na extremidade uma pequena poça de água que alastrava pelo soalho.”
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31 de janeiro de 2013
2 - COLECÇÃO VAMPIRO
O MISTÉRIO DOS FÓSFOROS QUEIMADOS
(Maio 1947)
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Autor: Ellery Queen
Pseudónimo de Daniel Nathan / Frederic Dannay (1905 - 1982) e Manford Emanuel Lepofsky / Manfred Bennington Lee (1905 - 1971)
Tradução: Wilson Velloso (Brasil)
Capa: Cândido Costa Pinto
Título Original: Halfway House
Data 1ª Edição: 1936
Género: Crime, Detective
Formato: Romance
Local: Trenton, New Jersey (EUA)
Método: Esfaqueamento
Personagem Principal: Ellery Queen (10ª aventura de E.Q.)
TEXTO DA CONTRACAPA DO Nº1 — “O PRÓXIMO VOLUME”
ELLERY QUEEN é, segundo a unânime opinião da crítica internacional, um émulo de Edgard (sic) Poe, de Conan Doyle e de Gilbert Chesterton. Como estes, é também o escritor na posse plena de um estilo admirável e de um espírito de lógica e equilíbrio que coloca os seus livros numa posição de evidência no âmbito da Literatura Policial. Há em cada um deles uma fonte perene de sentimentalismo e humanidade, como se em cada um deles Ellery Queen deixasse sempre um pouco da sua alma de poeta e da sua inteligência de criador de problemas da vida dos homens.
Em “O mistério dos fósforos queimados”, por exemplo, tudo se alia para transformar o facto vulgar de um acto criminoso num grande romance: a evidência que dá lugar ao mistério impenetrável, a duplicidade de personalidades da vítima, o surgir contínuo de suspeitas justificáveis que recaem sobre personalidades, digamos, tipicamente simpáticas e inocentes, tudo — a evidência, o mistério, a justificação fácil dos factos… — depende de uma coisa banal, de uns poucos de fósforos queimados que se encontram no local do crime. E, no meio de tudo isto, a beleza e a graça das mulheres, o amor a nascer entre ruínas de almas, o sacrifício, a bondade e o espírito compreensivo surgindo à superfície do grande mar das paixões humanas. É assim.
Para saber mais sobre O MISTÉRIO DOS FÓSFOROS QUEIMADOS
O website Ellery Queen (em inglês), apresenta Halfway House (Clicar) com interessantes imagens das capas publicadas um pouco por todo o mundo: México, Israel, China, Japão, Rússia etc.
Michael E. Grost, que considera O Mistério dos Fósforos Queimados um livro de nível médio, escreve no A Guide to Classic Mystery and Detection:
Os fãs da detecção pura vão apreciar este livro que na narrativa de detective segue a tradição de “dedução através de pistas”. É um livro com um fluxo contínuo de detecção e dedução, com realce especial para a investigação no cenário do crime. No entanto o resultado parece fraco quando comparado com os melhores trabalhos Ellery Queen. Não existe complexidade no enredo, nem esquemas de crimes ou de revelações finais. Alguma da lógica de Ellery Queen é interessante, especialmente o seu raciocínio ao concluir que um personagem está a dizer a verdade.
SOBRE A CAPA
A imagem dos fósforos já utilizados (indício marcante para a solução do mistério) remete para o título da edição em português. Por outro lado, a imagem da casa numa encruzilhada remete para o título original Halfway House que neste caso tem um duplo sentido: uma casa localizada a meio caminho — entre Nova Iorque e Filadélfia — e é uma casa de transição / mudança, dois pontos com um significado importante para o enredo do romance.
Ellery Queen no Policiário de Bolso:
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